Artigos deMiguel Dantas da Gama

Pelo olival tradicional

Dias com vida selvagem

Nas extensas manchas de olival, as árvores maiores são o único refúgio, abrigo e local de reprodução para muitas espécies de aves, especialmente importantes para rapinas nocturnas, tanto mochos como corujas, bem como para diversos mamíferos de pequeno e médio porte, entre os quais se destaca a gineta (Ginetta ginetta).

Miguel construiu uma charca para a vida selvagem

Dias com vida selvagem

Pelas dez horas da manhã o congestionamento é total com os estorninhos a tentar afastar a multidão de pardais que todos os dias tomam a charca de assalto. Duas semanas depois de as ter lançado à água, confirmo a permanência de todas as rãs. São ainda pequenas mas movem-se com total à vontade, como se tivessem nascido ali.

Serra da Peneda, para memória futura

Dias com vida selvagem

Serra da Peneda. Conheço-a melhor do que o bairro da cidade onde sempre vivi. Com a serra do Gerês, constitui a espinha dorsal do nosso único parque nacional. Nos dias mais quentes deste verão, dez anos após ter sido devastada por um grande incêndio, voltou a ser notícia, pelas mesmas razões.

Um guia para a nature writing

Dias com vida selvagem

Estes trabalhos sobre a necessidade de preservar um mundo do qual o homem começa a afastar-se, deram origem ao que hoje se designa nature writing, uma escrita – inicialmente de não-ficção – em que a natureza e a vida selvagem são os protagonistas.

A guide to nature writing

In 19th century’s end arose the first echoes of concern by the increasing stress and pressure imposed on those who live in big cities, by the hand of essayists, precursors in a kind of writing that, especially in the United States, was taking its first steps.

Rewilding Portugal

Dias com vida selvagem

Estado, proprietários de grandes espaços, gestores de baldios, universidades e centros de investigação associados, organizações-não-governamentais, grandes empresários, sensíveis à responsabilidade social ambiental, deverão ser os promotores deste movimento de rewilding no nosso país.

O que significa ser “selvagem”?

Dias com vida selvagem

Portugal tem uma carência extrema de espaços naturais intocados. Num país que se diz crescentemente despovoado, com importantes extensões de território, abandonado, a ideia de preservar a natureza pela natureza não pode ser apenas um sonho idealista de quem sente a ausência de wilderness no seu país.

No Inverno, mais próximo da natureza

Dias com vida selvagem

As margens de pequenos cursos de água e a vegetação são um excelente motivo para caminhar nesta altura do ano. Nos lamaçais e bancos de areia das suas margens confere-se a presença de quem aí vive, pelas pegadas e outros sinais no terreno.

Presenciando uma cena de caça

Dias com vida selvagem

Era ela, a águia-cobreira! Num grande alvoroço e bastante confusão, as asas da ave-de-rapina evidenciam-se muito claras quando ela as abre e as levanta para se equilibrar nos movimentos rápidos e vigorosos em que se debate com outro animal que lhe dá luta.

Na magia do bosque atlântico

Dias com vida selvagem

Só o recurso a passagens abertas por corços e percorridas pelos lobos, torna possível avançar, pois há que tornear grandes exemplares arbóreos e a profusa vegetação arbustiva que os cerca. Na base de alguns dos troncos mais velhos há buracos escavados por diferentes animais. Noutros locais encontramos camas onde os javalis se deitam. O ambiente é bravio e por momentos experimentamos a sensação, sempre desejada, de convivermos com um reduto de vida selvagem.

Nos primeiros tons outonais

Dias com vida selvagem

O tamboreio de um pica-pau-malhado-grande provém dos castanheiros maiores. Dois corvos aproximam-se sempre a piar, ambos com algo no bico. Circundam a área e afastam-se pelo lado oposto do monte. O canto muito campestre das cotovias-pequenas ouve-se insistentemente. Mais ao final da tarde, o berro de um corço próximo sobrepõe-se a tudo o resto.

Nas alturas da região de Barroso

Dias com vida selvagem

Tritões-de-ventre-laranja e tritões-marmorados, salamandras-de-pintas-amarelas, várias espécies de rãs e de libélulas, muitas borboletas, algumas menos comuns como a pequena borboleta-azul, são o lado mais visível da animação que reina em charcas e lamaçais e nos canais de rega dos prados onde se colhem os fenos.

Sugestão de férias: três visitas à Peneda-Gerês que vai querer fazer

A não perder

Miguel Dantas da Gama escolheu três dos cinco centros de interpretação e recepção de visitantes do Parque Nacional da Peneda-Gerês, portas de entrada para redutos de natureza enquadrados por belos cenários de montanha. Para que os leitores da Wilder os incluam no plano de viagem de uma semana de férias bem planeada pelas maiores serranias do noroeste de Portugal.

Em longas esperas de Verão

Dias com vida selvagem

A confirmação de que escolhemos um bom local só a temos se pelo nosso amplo campo de visão passam boas “presas” ou quando num poiso ali perto se imobiliza uma ave. Dependendo do sítio onde estamos, o que vamos ver é muitas vezes uma incógnita. E isso aumenta ainda mais a expectativa.

O apelo da Primavera

Dias com vida selvagem

No reino animal, são as aves que mais exuberantemente se manifestam no começo da época de nidificação. Os machos entregam-se a grandes exibições, de voo e de canto, tentando cativar a atenção das fêmeas. Às muitas espécies que por cá resistiram aos rigores do Inverno vão-se juntando as estivais.

Bioassinaturas numa curva da serra

Dias com vida selvagem

Chapins-reais, chapins-pretos, chapins-azuis. Melros e outros tordos. Verdilhões, cartaxos. Um búteo sobrevoa a zona. Várias estrelinhas-de-cabeça-listada movem-se por entre carquejas e tojos. Concentro-me a fotografá-las durante tanto tempo que a dada altura já quase me ignoram.