Foto: Andreas Trepte/Wiki Commons

Há duas novas crias de galheta nas Berlengas que podemos ver em directo

Conservação

No arquipélago das Berlengas, há um ninho de galhetas (Phalacrocorax aristotelis) onde nasceram duas crias nos últimos dias, que tem uma câmara a transmitir em directo para o site do projecto Life Berlengas.

 

Coordenado pela Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves (Spea), o Life Berlengas é cofinanciado pela União Europeia e destina-se a estudar a biodiversidade no arquipélago e a introduzir novas medidas de conservação de algumas espécies neste arquipélago ao largo de Peniche.

O ninho que está a ser filmado em directo, por uma câmara instalada nas proximidades, localiza-se numa das falésias no lado Sul da principal ilha do arquipélago, próximo do forte.

Dos três ovos que foram postos em meados de Março, o primeiro eclodiu a 15 de Abril, anunciou a Spea, que publicou um vídeo da primeira cria. Passados três dias, esta terça-feira, dia 18, quem segue o ninho em directo conseguiu assistir ao nascimento de mais uma ave, pelo que resta apenas um ovo.

 

Primeira Cria de Galheta nas Berlengas – 2017

Já nasceu a 1ª cria de galheta de 2017, nas Berlengas!O ovo foi posto a 12 de março e esteve a ser incubado pelos progenitores, tendo a cria de galheta, a nossa Ave do Ano 2017, eclodido no sábado passado, dia 15 de abril! Este é o 1º dos 3 ovos postos no ninho que a nossa equipa do Life Berlengas está a seguir.Siga a nova vida desta família no nosso ninho online: www.berlengas.eu/ninho-ao-vivo.#lifeberlengas #AvedoAnoSPEA

Posted by SPEA – Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves on Tuesday, April 18, 2017

 

A galheta, espécie também conhecida por corvo-marinho-de-crista, foi escolhida pela Spea como a Ave do Ano 2017. Esta espécie nidifica entre Fevereiro e Julho, isoladamente ou em pequenas colónias nas falésias, na costa e também em ilhéus, indica a associação.

Em Portugal, está presente durante todo o ano, mas tem uma população pequena e pode observar-se apenas nalguns locais, nomeadamente nas Berlengas e nalgumas zonas da costa sudoeste (Cabo da Roca, Cabo Espichel/Arrábida e costa sudoeste).

Nas Berlengas, a espécie tem sido monitorizada com regularidade durante os últimos 30 anos, contando 82 casais em 2012.

 

Saiba mais.

Espreite aqui o ninho ao vivo.

Em Portugal, a galheta pode ser facilmente confundida com o corvo-marinho-de-faces-brancas (Phalacrocorax carbo), que é muito mais comum. Aprenda a distinguir as duas espécies.