Fotos: Biomelides

Melides tem uma nova exposição fotográfica e é sobre natureza

Exposição

É uma exposição em jeito de celebração. Faz agora um ano que José Frade e Sérgio Guerreiro começaram a inventariar as espécies da Lagoa de Melides, no litoral alentejano. A partir de 4 de Setembro pode ver os animais da região na Moagem – Espaço Cultural de Melides.

 

Foi em Setembro de 2014 que José Frade e Sérgio Guerreiro começaram a inventariar as espécies da Lagoa, no âmbito do Biomelides, um projecto de voluntariado em parceria com a Junta de Freguesia de Melides (Grândola).

José Frade, 49 anos, é mecânico de automóveis. Sérgio Guerreiro, 43 anos, trabalha na PT Empresas. Vivem em Cascais e dedicam-se à natureza por gosto.

No espaço de um ano foram inventariadas “130 espécies de aves e quase 100 espécies de borboletas, entre outros insectos, anfíbios, plantas e mamíferos”, conta José Frade à Wilder. Neste esforço, contaram com o apoio da comunidade naturalista que os ajudou a identificar várias das espécies, especialmente borboletas nocturnas.

Muitos das espécies registadas estão agora na exposição “Um Olhar sobre a Biodiversidade da Lagoa de Melides”, a inaugurar a 4 de Setembro e ainda sem data para terminar.

A exposição é constituída por 40 fotografias de José Frade e Sérgio Guerreiro e representa uma mostra do acervo de um ano sobre o projecto Biomelides.

Entre as 40 imagens, há três que José Frade destaca e que são de “paragem obrigatória” no roteiro da exposição. “Destaco a borboleta Hyles livornica por ser das maiores e mais bonitas borboletas nocturnas que encontramos na zona; depois a Aranha-tigre pela sua beleza e medo que provoca a muitas pessoas, tendo aqui uma oportunidade de a ver sem estar na sua presença real. Para terminar destaco a Íbis-preta por, para mim, ser a ave mais emblemática na lagoa de Melides”.

 

Íbis-preta. Foto: Biomelides

Íbis-preta. Foto: Biomelides

 

No dia da inauguração da exposição haverá também uma apresentação do projecto à população, cuja ideia principal é “fotografar, catalogar e divulgar. Ou seja, dar a conhecer e sensibilizar, por intermédio de fotografia e vídeo, a fantástica biodiversidade que ocorre nos mais variados ecossistemas e habitats locais”.

Neste momento, José Frade ainda não sabe qual será o futuro do Biomelides.

 

 

Leia aqui como foi uma saída de campo nocturna do Biomelides, na Primavera.