Abutre-do-egipto. Foto: Bruno Berthémy/Vulture Conservation Foundation

Abutre seguido por GPS estava ontem nas margens do rio Douro

Conservação

Há mais de um mês que Rupis, um abutre-do-Egipto com três anos de idade, está a ser seguido por GPS, no âmbito de um projecto ibérico de conservação. A sua localização mais recente, de 23 de Agosto, era nas margens do rio Douro, em Espanha.

 

Rupis, da espécie Neophron percnopterus (também conhecido como britango), foi marcado a 15 de Julho com um emissor GPS/GSM/UHF e libertado no Parque Natural de los Arribes del Duero. Com a ajuda deste equipamento, os conservacionistas do projecto LIFE Rupis – Conservação do britango e da águia-perdigueira no vale do rio Douro (2015-2019) vão conhecer os movimentos migratórios desta ave durante dois anos.

Até agora, este abutre passou a maior parte do tempo em Espanha, não muito longe da fronteira portuguesa. Nos dias 25 de Julho e 16 de Agosto entrou em Portugal, a Sul de Miranda do Douro.

Ao longo de mais de um mês, a equipa do projecto tem estado a monitorizar as deslocações de Rupis. Primeiro movimentou-se para Norte, depois para Sul, alargando a área a explorar.

“Os movimentos detalhados de Rupis são muito úteis para identificar quais as áreas adequadas para exploração e alimentação para esta espécie na região”, escreve, em comunicado, a Vulture Conservation Foundation, um dos parceiros do projecto, a decorrer nas áreas protegidas do Douro Internacional e Vale do Rio Águeda e dos Arribes del Duero.

Este projecto pretende reforçar as populações de britango e de águia-perdigueira (Aquila fasciata) no Douro transfronteiriço através da redução da mortalidade e aumento do sucesso reprodutor.

Nas próximas semanas, Rupis ainda deverá continuar em Espanha e Portugal. Depois migrará para Sul para passar o Inverno em África.