Abutres em África estão mais próximos da extinção

29 de Outubro de 2015

Seis das 11 espécies de abutres em África correm agora um maior risco de extinção, de acordo com a última revisão das aves na Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas da União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN).

Espécies como o abutre-de-capuz (Necrosyrtes monachus), o grifo-africano (Gyps africanus) e o abutre-de-cabeça-branca (Trigonoceps occipitalis) passaram a estar Criticamente em Perigo.

O recurso a venenos sem qualquer controlo, como armadilhas com iscos envenenados que atraem estas aves, e a utilização de partes dos abutres para práticas de medicina tradicional são duas das principais ameaças apontadas a estas espécies.

Outro problema são os caçadores furtivos e os traficantes de marfim, que matam deliberadamente os abutres para que estes não chamem a atenção das autoridades para as carcaças de elefantes e de rinocerontes.

A BirdLife International, organização parceira da UICN que reviu o estatuto de conservação das espécies de aves para 2015, avisa que o papel dos abutres no continente africano é muito importante para a saúde das populações.

“Além de roubar os céus africanos de um dos mais icónicos e espectaculares grupos de aves, o rápido declínio dos abutres do continente tem consequências profundas para os povos: os abutres ajudar a parar a disseminação de doenças, ao limparem as carcaças de animais em decomposição”, sublinhou Julius Arinaitwe, director do programa da BirdLife International  África.

A nível mundial, o risco de extinção aumentou para mais 40 espécies de aves na Lista Vermelha da UICN, anunciou a organização.

Em contrapartida, outras 23 espécies de aves em todo o mundo melhoraram o seu estatuto de conservação.