Coligação C6 aplaude apoio dos ministros do Ambiente da UE às directivas Aves e Habitats

29 de Dezembro de 2015

Seis organizações ambientalistas portuguesas, que formam em conjunto a coligação C6, congratularam-se hoje pelo apoio dado pelos ministros do Ambiente da União Europeia (UE) às directivas comunitárias Aves e Habitats.

Na última reunião do Conselho de Ministros do Ambiente, que juntou os titulares da pasta dos 28 Estados-membros da UE no dia 16 de Dezembro, os governantes “reiteraram o seu apoio à Estratégia da Biodiversidade, reconhecendo a importância chave das Directivas Aves e Habitats e da sua completa implementação para atingir as metas previstas na estratégia”, indica a coligação C6, num comunicado hoje divulgado.

A coligação C6 é constituída pelo GEOTA, FAPAS, LPN (Liga para a Protecção da Natureza), Quercus, SPEA-Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves e WWF Portugal.

Este grupo de organizações é responsável pela dinamização da campanha SOS Natureza em Portugal, lançada pelas principais organizações não governamentais de ambiente europeias quando a Comissão Europeia abriu um processo de avaliação profunda das directivas Aves e Habitats, anunciado em Novembro de 2014.

Entretanto, as duas principais leis comunitárias de defesa da Natureza foram defendidas por mais de 500 mil pessoas na consulta pública europeia com a maior participação até hoje, como resultado da campanha de mobilização SOS Natureza, indica a coligação.

Mais recentemente, em Novembro de 2015, o relatório de avaliação encomendado pela Comissão Europeia, no âmbito do processo de avaliação profunda das duas leis comunitárias, veio sublinhar “a qualidade da legislação e a sua eficácia na protecção da vida selvagem e dos habitats naturais”.

Já no conselho de ministros do Ambiente da UE, os 28 governantes apoiaram uma melhor implementação das directivas, destaca o comunicado da coligação, ressalvando que falta ainda o voto do Parlamento Europeu, previsto para Fevereiro de 2016, também no âmbito do actual processo de avaliação.

“A mobilização dos cidadãos pode sempre fazer a diferença e exigir aos decisores que tomem opções que protejam o Ambiente e a Natureza”, sublinham ainda os membros da coligação portuguesa.