Vigilantes da Natureza apreendem 38 aves capturadas ilegalmente

16 de Março de 2015

Tentilhões, pintassilgos, chamarizes e outras aves tinham sido capturadas para cativeiro numa zona da Aldeia da Malveira da Serra.

 

As 38 aves apreendidas são das espécies cruza-bico (Loxia curvirostra), bico-grossudo (Coccothraustes coccothraustes), dom-fafe  (Pyrrhula pyrrhula), tentilhão-comum (Fringilla coelebs), chamariz (Serinus serinus) e pintassilgo (Carduelis carduelis), segundo uma nota enviada à Wilder na sexta-feira passada.

As equipas de Vigilantes da Natureza do Parque Natural de Sintra-Cascais, apoiadas por agentes da Polícia Florestal, identificaram um homem com 42 anos, pela prática da captura e posse ilegal de espécies não cinegéticas e da utilização de métodos de caça não permitidos.

Durante a operação foram ainda apreendidas três “redes chinesas” e 17 gaiolas com alçapão que eram utilizadas para capturar as aves.

Esta operação foi apenas um momento no esforço de prevenção feito pelos Vigilantes da Natureza que têm sensibilizado as populações e aumentado a vigilância, sobretudo nas áreas onde existem fortes indícios da ocorrência de captura ilegal de espécies silvestres. “Quando temos suspeitas de que algo de anormal se passa no território que fiscalizamos, dedicamos uma especial atenção a esses locais e procuramos por vestígios que nos indiquem se existe captura de espécies selvagens”, explica à Wilder a direcção da Associação Portuguesa de Guardas e Vigilantes da Natureza (APGVN).

“Se existirem vestígios de actividades ilícitas redobramos a vigilância nessas áreas até conseguirmos apanhar os infractores em flagrante delito.”

Este ano, a associação comemora 25 anos de actividade, tendo sido criada a 14 de Março de 1990.

 

 

Agora é a sua vez.

O que pode fazer para ajudar a travar a captura de aves selvagens? Segundo os Vigilantes da Natureza deve denunciar estas situações e não comprar aves silvestres, nomeadamente em sites de venda online. “A maioria das aves capturadas não irá sobreviver em cativeiro o que torna este tipo de actividade uma das grandes ameaças à diversidade da vida selvagem”, dizem os Vigilantes da Natureza.