Foto: Mark Thomas/RSPB

As 10 coisas a saber para instalar caixas-ninho ideais

Para fazer

Esta é talvez a melhor altura do ano para instalarmos caixas-ninho e ajudar as pequenas aves que procuram locais para pôr os seus ovos. Aproveitámos a Semana Nacional das Caixas-Ninho em curso no Reino Unido (14 a 21 de Fevereiro) para sabermos como é uma caixa-ninho ideal.

 

Esta é a 19ª Semana Nacional das Caixas-Ninhos no Reino Unido, uma iniciativa do BTO (British Trust for Ornithology). Além de desafiar os cidadãos a instalar ninhos, a organização pede-lhes que monitorizem as caixas e informem a organização das aves que observarem.

“É crucial que as pessoas instalem ninhos para ajudar as aves dos jardins, especialmente aquelas que estão em declínio”, disse hoje Ben Andrew, conselheiro para a vida selvagem na organização britânica Royal Society for the Protection of Birds (RSPB), em comunicado. “Em vez de escolherem materiais e designs pouco usuais, as pessoas devem manter-se fiéis aos ninhos tradicionais, de madeira. Além de serem os melhores, são também os mais baratos.”

Ben Andrew acrescentou que é comum “as pessoas esquecerem-se que os ninhos terão, eventualmente, crias pequeninas, vulneráveis e indefesas.” Aqui ficam, então, algumas dicas para instalarmos as melhores caixas-ninho para as aves.

 

Simples: hoje em dia há caixas-ninho para todos os gostos e feitios, desde os formatos de pequenos palácios a ovos ou moinhos. Mas os ninhos mais elaborados não são necessariamente os mais seguros para as aves. Em alguns casos, até podem pôr os animais em perigo desnecessário. O ideal é manter o ninho o mais simples possível.

De madeira: deve evitar ninhos feitos com materiais plásticos, cerâmica e metal, uma vez que retêm muito calor nos dias de Sol e ainda podem causar condensação, levando as crias a ficar molhadas e com frio.

No local certo: isto depende muito da espécie para a qual destinamos a caixa-ninho. Mas, no geral, devemos preferir locais com alguma vegetação envolvente, sossegados e protegidos de demasiado vento ou Sol.

Robustas: isto é especialmente importante se nos lembrarmos que as caixas estarão ao ar livre, expostas às intempéries.

Impermeáveis: o ideal é que as caixas-ninho tenham um tratamento que lhes dê alguma protecção à água.

Abertura com o tamanho certo: cada espécie de ave tem as suas preferências. Por exemplo, os chapins, as carriças e os pardais preferem caixas com uma abertura pequena e redonda. Os verdilhões e as trepadeiras preferem caixas com aberturas maiores. Mas se as aberturas forem demasiado grandes, podem facilmente deixar entrar predadores e chuva ou vento.

Segurança: deve confirmar que não há pregos salientes, nem cantos afiados ou fissuras onde as aves podem ficar entaladas.

Bom isolamento: o melhor é não terem fissuras por onde entre a chuva e o frio

Sem cores garridas: uma boa caixa-ninho não deve chamar a atenção de predadores; quanto mais passarem desapercebidas, melhor.

Sem comedouros: é melhor não escolher caixas-ninho que também têm comedouros porque as aves que ali “moram” podem entrar em conflito com as aves que ali se vão alimentar.