White Cliffs de Dover. Foto: Wilder

Voluntários registaram 3.400 espécies no litoral britânico

Naturalistas locais

Milhares de voluntários apaixonados pela natureza e peritos em biodiversidade registaram mais de 3.400 espécies em 25 locais do litoral britânico, no maior censo de vida selvagem da organização National Trust.

 

Foram conhecidos a 11 de Março os resultados de um censo feito ao longo da costa de Inglaterra, País de Gales e Irlanda do Norte, incluindo os White Cliffs de Dover e as dunas de White Park Bay, para celebrar os 50 anos da Campanha Costa de Neptuno, do National Trust. Esta organização cuida de 1.247 quilómetros de costa.

O censo foi realizado por cerca de 4.000 pessoas sob a forma de BioBlitzes (contagens das espécies de um local durante 12 ou 24 horas) organizados ao longo de seis meses de 2015. Algumas espécies foram observadas pela primeira vez no litoral britânico, como a pardela-balear (Puffinus mauretanicus), registada em Blakeney, na costa de Norfolk.

Das 3.400 espécies observadas, 899 foram plantas com flor, 1.511 foram invertebrados terrestres, 236 invertebrados marinhos, 173 aves, 37 mamíferos terrestres e 39 peixes.

“Os dados destes BioBlitzes vão ter um papel importante para termos mais informação sobre as espécies que vivem ao longo da nossa costa”, comentou David Bullock, director do departamento de conservação da natureza do National Trust. Esta organização está “a trabalhar lado a lado com parceiros de Inglaterra, País de Gales e Irlanda do Norte para criar espaços para a natureza”.

Cerca de 4.000 pessoas participaram neste censo. “Apesar da chuva e do vento, os nossos voluntários e visitantes divertiram-se bastante a procurar tudo, desde minúsculos escaravelhos e estrelas-do-mar na praia às plantas em charcos e aos fungos em árvores”, disse Gwen Potter, responsável pelo BioBlitz na costa de Ceredigion (País de Gales). “Precisamos conhecer melhor a nossa natureza para a proteger de forma mais eficaz. Mas também precisamos que todos sintam que se podem envolver em identificar e registar a nossa vida selvagem”, acrescentou Potter.