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Que espécie é esta: háquea-folhas-de-salgueiro (exótica)

O leitor Carlos Santos quis saber qual a espécie desta árvore e se é nativa ou exótica. O Jardim Botânico da Universidade de Coimbra dá-lhe a identificação.

 

 

As fotografias foram tiradas a 9 de Dezembro, na Foz do Neiva, em Esposende.

A espécie que observou é uma háquea-folhas-de-salgueiro (Hakea salicifolia).

Espécie identificada por: Consultório do Jardim Botânico da Universidade de Coimbra, que tem a decorrer um projecto de consultas botânicas para o qual pode enviar as perguntas e dúvidas que tiver sobre plantas (consultorio.botanico@uc.pt).

Esta é uma espécie exótica invasora com origem na Austrália, trazida para Portugal para fins ornamentais e para formação de sebes em sítios ventosos. Segundo o projecto Invasoras.pt, a háquea-folhas-de-salgueiro é um arbusto ou uma árvore pequena de raminhos avermelhados. Pode atingir os cinco metros de altura.

 

 

Dá flores brancas em Março e Abril. Os seus frutos são rugosos e têm uma ponta encurvada.

É uma das espécies exóticas invasoras mais comuns a despontar nas áreas que arderam nos incêndios, como disseram à Wilder Elizabete Marchante e Hélia Marchante, biólogas coordenadoras do Invasoras.pt.

Esta espécie originária da Austrália e Tasmânia já está espalhada em Portugal: no Minho, Douro Litoral, Beira Baixa, Beira Litoral, Estremadura, Baixo Alentejo e Algarve.

Mas o mapa da sua distribuição ainda está incompleto. O Invasoras.pt desafia-o a submeter registos desta espécie para ajudar a completar o mapa.

 

[divider type=”thick”]Agora é a sua vez.

Encontrou um animal ou planta que não sabe a que espécie pertence? Envie-nos para o nosso email a fotografia, a data e o local. Trabalhamos com uma equipa de especialistas que o vão ajudar.

Explore a série “Que espécie é esta?” e descubra quais as espécies que já foram identificadas, com a ajuda dos especialistas.

Inês Sequeira

A minha descoberta do mundo começou nas páginas dos livros. Desde que aprendi a ler, devorava tudo o que eram livros e enciclopédias em casa. Mais tarde, nos jornais, as minhas notícias preferidas eram as que explicavam e enquadravam acontecimentos que de outra forma seriam compreendidos apenas pelos especialistas. E foi com essa ânsia de aprender e de “traduzir” o mundo que me formei como jornalista. Comecei em 1998 na área de Economia do PÚBLICO, onde estive 14 anos a escrever sobre transportes, aviação, energia, entre outros temas. Fui também colaboradora do Jornal de Negócios e da agência Lusa. Juntamente com a Helena Geraldes e a Joana Bourgard, ajudei em 2015 a fundar a Wilder, onde finalmente me sinto como “peixe na água” e trabalho para um mundo melhor. Aqui escrevo sobre plantas, animais, espécies comuns e raras, descobertas científicas, projectos de conservação, políticas ambientais e pessoas apaixonadas por natureza. Aprendo e partilho algo novo todos os dias.