Foto: Alvesgaspar/Wiki Commons

Que espécie é esta: aranha-caranguejo-de-Napoleão

O leitor Gonçalo Almeida filmou uma aranha na Pampilhosa da Serra e pediu ajuda para saber a espécie. Pedro Sousa responde.

Gonçalo Almeida filmou esta aranha em Junho.

Trata-se de uma aranha-caranguejo-de-Napoleão (Synema globosum).

Espécie identificada e texto por: Pedro Sousa, investigador do CIBIO-InBIO (Centro de Investigação em Biodiversidade e Recursos Genéticos).

É uma aranha da família Thomisidae, as aranhas-caranguejeiras. Neste espécime a cor de fundo do abdómen parece branca, algo menos usual nesta espécie.

O nome comum Aranha-Caranguejo-de-Napoleão vem do facto de, por vezes, a mancha do abdómen fazer supostamente lembrar a silhueta de Napoleão com o seu chapéu.

É uma espécie muito comum em Portugal, que captura as suas presas, muitas vezes polinizadores, junto a flores ou inflorescências, com os seus fortes dois primeiros pares de patas e sem o auxílio de teias.

A cor do abdómen das fêmeas adultas pode ser branco, amarelo, laranja ou vermelho, sempre com uma grande mancha central negra. 

Os machos, bastante menores, têm o o abdómen quase totalmente negro, ainda que seja possível discernir uma silhueta da mancha central.


Agora é a sua vez.

Encontrou um animal ou planta que não sabe a que espécie pertence? Envie-nos para o nosso email a fotografia, a data e o local. Trabalhamos com uma equipa de especialistas que o vão ajudar.

Explore a série “Que espécie é esta?” e descubra quais as espécies que já foram identificadas, com a ajuda dos especialistas.

Inês Sequeira

A minha descoberta do mundo começou nas páginas dos livros. Desde que aprendi a ler, devorava tudo o que eram livros e enciclopédias em casa. Mais tarde, nos jornais, as minhas notícias preferidas eram as que explicavam e enquadravam acontecimentos que de outra forma seriam compreendidos apenas pelos especialistas. E foi com essa ânsia de aprender e de “traduzir” o mundo que me formei como jornalista. Comecei em 1998 na área de Economia do PÚBLICO, onde estive 14 anos a escrever sobre transportes, aviação, energia, entre outros temas. Fui também colaboradora do Jornal de Negócios e da agência Lusa. Juntamente com a Helena Geraldes e a Joana Bourgard, ajudei em 2015 a fundar a Wilder, onde finalmente me sinto como “peixe na água” e trabalho para um mundo melhor. Aqui escrevo sobre plantas, animais, espécies comuns e raras, descobertas científicas, projectos de conservação, políticas ambientais e pessoas apaixonadas por natureza. Aprendo e partilho algo novo todos os dias.