Foto: Ana Ramon

Que espécie é esta: aranha-florícula-de-tubérculos

Ana Ramon quis saber qual a espécie da aranha que encontrou na zona de Santa Comba Dão, fotografada há já alguns anos. Pedro Sousa responde.

“Peço a vossa ajuda na identificação de uma aranha que consegue uma espécie de mimetismo ao adquirir a cor exacta de uma flor, tornando-se praticamente invisível para as suas presas”, escreveu Ana Ramon, acrescentando que “na foto pode ver-se um momento de caçada”.

Trata-se de uma aranha-florícula-de-tubérculos (Thomisus onustus), também conhecida como aranha-caranguejo-de-tubérculos.

Espécie identificada por: Pedro Sousa, investigador do CIBIO-InBIO (Centro de Investigação em Biodiversidade e Recursos Genéticos).

Esta aranha está “bem camuflada numa flor”, comentou este especialista. A espécie em causa pertence ao grupo das aranhas-caranguejo, que em vez de construírem teias, ficam camufladas em cima de flores e esperam que um insecto mais distraído ali pouse, para assim o caçarem.

Em Portugal, esta aranha é comum, sendo mais observada entre a Primavera e o início do Verão. As fêmeas conseguem mudar de cor entre o rosa, o amarelo e o branco, para ficarem iguais às flores onde se escondem e assim apanharem de surpresa os insectos voadores. Quanto aos machos, que são mais pequenos, são acastanhados ou esverdeados.


Agora é a sua vez.

Encontrou um animal ou planta que não sabe a que espécie pertence? Envie-nos para o nosso email a fotografia, a data e o local. Trabalhamos com uma equipa de especialistas que o vão ajudar.

Explore a série “Que espécie é esta?” e descubra quais as espécies que já foram identificadas, com a ajuda dos especialistas.

Inês Sequeira

A minha descoberta do mundo começou nas páginas dos livros. Desde que aprendi a ler, devorava tudo o que eram livros e enciclopédias em casa. Mais tarde, nos jornais, as minhas notícias preferidas eram as que explicavam e enquadravam acontecimentos que de outra forma seriam compreendidos apenas pelos especialistas. E foi com essa ânsia de aprender e de “traduzir” o mundo que me formei como jornalista. Comecei em 1998 na área de Economia do PÚBLICO, onde estive 14 anos a escrever sobre transportes, aviação, energia, entre outros temas. Fui também colaboradora do Jornal de Negócios e da agência Lusa. Juntamente com a Helena Geraldes e a Joana Bourgard, ajudei em 2015 a fundar a Wilder, onde finalmente me sinto como “peixe na água” e trabalho para um mundo melhor. Aqui escrevo sobre plantas, animais, espécies comuns e raras, descobertas científicas, projectos de conservação, políticas ambientais e pessoas apaixonadas por natureza. Aprendo e partilho algo novo todos os dias.