Que espécie é esta: borboleta-azulinha

A leitora Rafaella Magalhães fotografou esta borboleta em Albufeira, a 8 de Setembro, e pediu ajuda para saber a espécie. Albano Soares responde.

“Fiz a foto desta linda e imponente borboleta em Albufeira, Algarve, no dia 8 de Setembro de 2020”, contou a leitora à Wilder.

Trata-se da borboleta-azulinha (Lampides boeticus).

Espécie identificada por: Albano Soares, Rede de Estações da BiodiversidadeTagis – Centro de Conservação das Borboletas de Portugal.

A borboleta-azulinha é uma espécie abundante no Sul da Europa (incluindo em Portugal), África, Ásia e Austrália. 

Estas borboletas põem ovos em jardins, logradouros e em locais onde crescem as plantas das quais as suas lagartas se alimentam, da família Fabaceae (como a alfafa e o trevo-branco).

A borboleta-azulinha – cujos machos são azul-violeta e as fêmeas de uma mistura de azul mais pálido e castanho – pode ser pequena mas é um voador muito forte, capaz de atravessar cadeias montanhosas e mares. 


Agora é a sua vez.

Encontrou um animal ou planta que não sabe a que espécie pertence? Envie para o nosso email a fotografia, a data e o local. Trabalhamos com uma equipa de especialistas que o vão ajudar.

Explore a série “Que espécie é esta?” e descubra quais as espécies que já foram identificadas, com a ajuda dos especialistas.

Helena Geraldes

Sou jornalista de Natureza na revista Wilder. Escrevo sobre Ambiente e Biodiversidade desde 1998 e trabalhei nas redacções da revista Fórum Ambiente e do jornal PÚBLICO. Neste último estive 13 anos à frente do site de Ambiente deste diário, o Ecosfera. Em 2015 lancei a Wilder, com as minhas colegas jornalistas Inês Sequeira e Joana Bourgard, para dar voz a quem se dedica a proteger ou a estudar a natureza mas também às espécies raras, ameaçadas ou àquelas de que (quase) ninguém fala. Na verdade, isso é algo que quero fazer desde que ainda em criança vi um documentário de vida selvagem que passava aos domingos na televisão e que me fez decidir o rumo que queria seguir. Já lá vão uns anos, portanto. Desde então tenho-me dedicado a escrever sobre linces, morcegos, abutres, peixes mas também sobre conservacionistas e cidadãos apaixonados pela natureza, que querem fazer parte de uma comunidade. Trabalho todos os dias para que a Wilder seja esse lugar no mundo.