Que espécie é esta: cocheiro-do-diabo

O leitor Carlos Barroco fotografou este insecto a 26 de Outubro na Guarda e quis saber qual a espécie a que pertence. Eva Monteiro responde.

Este animal foi “encontrado na Guarda (…), como se vê nas fotos sempre em posição defensiva”, contou o leitor à Wilder.

A espécie que observou é um Ocypus olens, chamado nalgumas zonas de Portugal de cocheiro-do-diabo.

Espécie identificada e texto por: Eva Monteiro, Rede de Estações da BiodiversidadeTagis – Centro de Conservação das Borboletas de Portugal.

Trata-se de um escaravelho pertencente à família Staphylinidae bastante comum.

O seu nome científico é Ocypus olens e a tradução do seu nome comum em inglês é cocheiro-do-diabo, embora já tenha ouvido chamar-lhe popularmente “alacroa”, provavelmente pelo hábito que tem de levantar o abdómen, como vemos na imagem, quando se sente ameaçado e que o faz parecer um escorpião. 

Embora não pique, nem tenha veneno, como os escorpiões, parece que pode dar dolorosas dentadas com as suas grandes mandíbulas, também bem visíveis na imagem. 


Agora é a sua vez.

Encontrou um animal ou planta que não sabe a que espécie pertence? Envie para o nosso email a fotografia, a data e o local. Trabalhamos com uma equipa de especialistas que o vão ajudar.

Explore a série “Que espécie é esta?” e descubra quais as espécies que já foram identificadas, com a ajuda dos especialistas.

Helena Geraldes

Sou jornalista de Natureza na revista Wilder. Escrevo sobre Ambiente e Biodiversidade desde 1998 e trabalhei nas redacções da revista Fórum Ambiente e do jornal PÚBLICO. Neste último estive 13 anos à frente do site de Ambiente deste diário, o Ecosfera. Em 2015 lancei a Wilder, com as minhas colegas jornalistas Inês Sequeira e Joana Bourgard, para dar voz a quem se dedica a proteger ou a estudar a natureza mas também às espécies raras, ameaçadas ou àquelas de que (quase) ninguém fala. Na verdade, isso é algo que quero fazer desde que ainda em criança vi um documentário de vida selvagem que passava aos domingos na televisão e que me fez decidir o rumo que queria seguir. Já lá vão uns anos, portanto. Desde então tenho-me dedicado a escrever sobre linces, morcegos, abutres, peixes mas também sobre conservacionistas e cidadãos apaixonados pela natureza, que querem fazer parte de uma comunidade. Trabalho todos os dias para que a Wilder seja esse lugar no mundo.