Foto: José Rodrigues Batista

Que espécie é esta: Fêmea de aranha-tecedeira-de-tubo

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O leitor José Rodrigues Batista fotografou uma aranha em Seixas, no concelho de Caminha, a 27 de Julho, e pediu para saber a espécie. Pedro Sousa responde.

 

Trata-se de uma fêmea de aranha tecedeira-de-tubo (Segestria florentina), também chamada de mígala-dos-muros.

Espécie identificada e texto por: Pedro Sousa, biólogo com um vasta experiência na identificação de espécies de aranhas autóctones de Portugal.

Foto: José Rodrigues Batista

As fotos não estão muito focadas, mas permitem ver a característica que distingue facilmente esta espécie: as fêmeas adultas de Segestria florentina têm pêlos verdes iridescentes nas quelíceras e o corpo preto.

São aranhas comuns, que se podem encontrar um pouco por todo o país.

Constroem teias tubulares permanentes de seda branca e à entrada do tubo têm um conjunto de fios de alarme dispostos radialmente que informam a aranha se alguma presa se aproximar. Se isso acontecer, a aranha avança rapidamente nessa direcção para capturar a presa.

O mais comum é encontrá-las em fendas e buracos de muros e paredes, mas também por baixo da casca de árvores grandes.

São aranhas agressivas se forem perturbadas e impedidas de regressar para dentro da sua toca. Nesse caso, mostram as suas grandes quelíceras bem abertas, como ameaça para potenciais predadores.

 


Agora é a sua vez.

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Explore a série “Que espécie é esta?” e descubra quais as espécies que já foram identificadas, com a ajuda dos especialistas.

Inês Sequeira

A minha descoberta do mundo começou nas páginas dos livros. Desde que aprendi a ler, devorava tudo o que eram livros e enciclopédias em casa. Mais tarde, nos jornais, as minhas notícias preferidas eram as que explicavam e enquadravam acontecimentos que de outra forma seriam compreendidos apenas pelos especialistas. E foi com essa ânsia de aprender e de “traduzir” o mundo que me formei como jornalista. Comecei em 1998 na área de Economia do PÚBLICO, onde estive 14 anos a escrever sobre transportes, aviação, energia, entre outros temas. Fui também colaboradora do Jornal de Negócios e da agência Lusa. Juntamente com a Helena Geraldes e a Joana Bourgard, ajudei em 2015 a fundar a Wilder, onde finalmente me sinto como “peixe na água” e trabalho para um mundo melhor. Aqui escrevo sobre plantas, animais, espécies comuns e raras, descobertas científicas, projectos de conservação, políticas ambientais e pessoas apaixonadas por natureza. Aprendo e partilho algo novo todos os dias.