Que espécie é esta: flor-de-mel

A leitora Fátima Loureiro pediu a identificação desta flor que observou em Lousal, Grândola, a 9 de Abril. Carine Azevedo responde.

Trata-se de uma flor-de-mel (Melianthus major).

Espécie identificada e texto por: Carine Azevedo, consultora na gestão de património vegetal ao nível da reabilitação, conservação e segurança de espécies vegetais e de avaliação fitossanitária e de risco. Dedica-se também à comunicação de ciência para partilhar os pormenores fantásticos da vida das plantas.

Trata-se de uma Melianthus major, uma espécie da família Francoaceae, nativa de África-do-Sul. É vulgarmente conhecida como honey bush, melianthus, flor-de-mel ou não me toque. 

É uma espécie arbustiva, perene, de rápido crescimento, que pode atingir até aos três metros de altura. 

Possui folhas compostas, grandes, de cor azul-acinzentada a verde, que libertam um forte aroma a manteiga de amendoim, quando maceradas.

As flores são tubulares e avermelhadas e surgem em longas espigas, acima da folhagem. São perfumadas e ricas em néctar. 

Esta espécie cresce ativamente durante o inverno e floresce na primavera e no verão. É fácil de cultivar, uma vez que requer pouca manutenção, no entanto necessita de muito espaço para se expandir. Tem preferência por locais com plena exposição solar, solos ricos em húmus, húmidos e bem drenados. 


Agora é a sua vez.

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Explore a série “Que espécie é esta?” e descubra quais as espécies que já foram identificadas, com a ajuda dos especialistas.

Helena Geraldes

Sou jornalista de Natureza na revista Wilder. Escrevo sobre Ambiente e Biodiversidade desde 1998 e trabalhei nas redacções da revista Fórum Ambiente e do jornal PÚBLICO. Neste último estive 13 anos à frente do site de Ambiente deste diário, o Ecosfera. Em 2015 lancei a Wilder, com as minhas colegas jornalistas Inês Sequeira e Joana Bourgard, para dar voz a quem se dedica a proteger ou a estudar a natureza mas também às espécies raras, ameaçadas ou àquelas de que (quase) ninguém fala. Na verdade, isso é algo que quero fazer desde que ainda em criança vi um documentário de vida selvagem que passava aos domingos na televisão e que me fez decidir o rumo que queria seguir. Já lá vão uns anos, portanto. Desde então tenho-me dedicado a escrever sobre linces, morcegos, abutres, peixes mas também sobre conservacionistas e cidadãos apaixonados pela natureza, que querem fazer parte de uma comunidade. Trabalho todos os dias para que a Wilder seja esse lugar no mundo.