Foto: Margarida Pires Correia

Que espécie é esta: fruto de roseira

A leitora Margarida Pires Correia fotografou uma planta num parque de merendas perto de Azeitão, a 27 de Setembro, e pediu ajuda para saber a espécie. Carine Azevedo responde.

A estrutura fotografada é um fruto de uma roseira, uma espécie do género Rosa, da família Rosaceae.

Foto: Margarida Pires Correia

Espécie identificada e texto por:  Carine Azevedo, consultora na gestão de património vegetal ao nível da reabilitação, conservação e segurança de espécies vegetais e de avaliação fitossanitária e de risco. Dedica-se também à comunicação de ciência para partilhar os pormenores fantásticos da vida das plantas.

O fruto da roseira possui geralmente forma arredondada e cor vermelha e surge abaixo das pétalas (coloridas) e das sépalas (verdes) da rosa. Tem maior destaque na época do outono, ou logo após a floração e queda das pétalas.

É uma estrutura geralmente desprezada, mas é um alimento rico em nutrientes, apresentando uma boa concentração de vitamina C, proteínas e sais minerais, além dos taninos com propriedades adstringentes. É uma fonte natural de vitamina C e antioxidante, ajudando no fortalecimento do sistema imunitário.

O fruto da roseira é muito procurado em medicina tradicional pelas propriedades diuréticas. Também pode ser usado no alívio de problemas renais, além de ajudar no alívio de resfriados, infecções e febre.

Também pode ser útil em receitas culinárias na preparação de compotas, molhos e geleias. Há também quem coma os frutos frescos ou logo após a secagem natural.


Agora é a sua vez.

Encontrou um animal ou planta que não sabe a que espécie pertence? Envie-nos para o nosso email a fotografia, a data e o local. Trabalhamos com uma equipa de especialistas que o vão ajudar.

Explore a série “Que espécie é esta?” e descubra quais as espécies que já foram identificadas, com a ajuda dos especialistas.

Inês Sequeira

A minha descoberta do mundo começou nas páginas dos livros. Desde que aprendi a ler, devorava tudo o que eram livros e enciclopédias em casa dos meus pais. Mais tarde, nos jornais, as minhas notícias preferidas eram as que explicavam e enquadravam acontecimentos que de outra forma seriam compreendidos apenas pelos especialistas. E foi com essa ânsia de aprender e de “traduzir” o mundo que me formei como jornalista. Comecei em 1998 na área de Economia do PÚBLICO, onde estive 14 anos a escrever sobre transportes, aviação, energia, entre outros temas. Fui também colaboradora do Jornal de Negócios e da agência Lusa. Juntamente com a Helena Geraldes e a Joana Bourgard, ajudei em 2015 a fundar a Wilder, onde finalmente me sinto como “peixe na água” e trabalho para um mundo melhor. Aqui escrevo sobre plantas, animais, espécies comuns e raras, descobertas científicas, projectos de conservação, políticas ambientais e pessoas apaixonadas por natureza. Aprendo e partilho algo novo todos os dias.