Que espécie é esta: libelinha-azul-comum

A leitora Mafalda Carvalho fotografou estas libelinhas a 15 de Agosto na barragem de Penha Garcia e quis saber a que espécie pertencem. Albano Soares dá-lhe a identificação.

“Fotografei estas libelinhas na Barragem de Penha Garcia no dia 15.08. Gostava de saber a espécie”, escreveu a leitora à Wilder.

Tratam-se de libelinhas-azuis-comuns (Enallagma cyathigerurm).

Espécie identificada por: Albano Soares, Rede de Estações da BiodiversidadeTagis – Centro de Conservação das Borboletas de Portugal.

As libelinhas desta espécie podem chegar a ter 35 milímetros de comprimento. Os machos são de um azul cerúleo; as fêmeas podem ter cores mais variadas.

Os adultos, normalmente, emergem entre Maio e Agosto. Depois têm de se apressar a encontrar um parceiro para se reproduzirem.

Estas libelinhas têm um papel importante nos meios aquáticos em boas condições. Isto porque são predadores intermédios, ou seja, consomem larvas mais pequenas e são predadas por peixes ou larvas maiores do que elas.


Agora é a sua vez.

Encontrou um animal ou planta que não sabe a que espécie pertence? Envie-nos para o nosso email a fotografia, a data e o local. Trabalhamos com uma equipa de especialistas que o vão ajudar.

Explore a série “Que espécie é esta?” e descubra quais as espécies que já foram identificadas, com a ajuda dos especialistas.


A revista Wilder criou o seu primeiro artigo de merchandising, a pensar na comunidade naturalista. Saia de casa com o novo saco Wilder e mostre a todos como gostar do mundo natural é um modo de vida. Visite a nossa loja em loja.wilder.pt.

Helena Geraldes

Sou jornalista de Natureza na revista Wilder. Escrevo sobre Ambiente e Biodiversidade desde 1998 e trabalhei nas redacções da revista Fórum Ambiente e do jornal PÚBLICO. Neste último estive 13 anos à frente do site de Ambiente deste diário, o Ecosfera. Em 2015 lancei a Wilder, com as minhas colegas jornalistas Inês Sequeira e Joana Bourgard, para dar voz a quem se dedica a proteger ou a estudar a natureza mas também às espécies raras, ameaçadas ou àquelas de que (quase) ninguém fala. Na verdade, isso é algo que quero fazer desde que ainda em criança vi um documentário de vida selvagem que passava aos domingos na televisão e que me fez decidir o rumo que queria seguir. Já lá vão uns anos, portanto. Desde então tenho-me dedicado a escrever sobre linces, morcegos, abutres, peixes mas também sobre conservacionistas e cidadãos apaixonados pela natureza, que querem fazer parte de uma comunidade. Trabalho todos os dias para que a Wilder seja esse lugar no mundo.