Foto: João Luís Araújo

Que espécie é esta: mosca Stomorhina lunata

O leitor João Luís Araújo fotografou duas moscas na ilha Terceira, Açores, e pediu ajuda para  distinguir o macho da fêmea. Rui Andrade responde.

 

“As fotos foram obtidas nos Biscoitos, ilha Terceira, no dia 24 de Julho. O que pretendo é ajuda pra distinguir a fêmea do macho”, explicou João Luís Araújo numa mensagem enviada à Wilder.

João Luís Araújo perguntou também se se a diferença no género sexual estará relacionada com as cores na parte de trás destas moscas e se a cor mais cinzenta corresponde à fêmea, tendo o macho uma cor mais amarela.

Fotos: João Luís Araújo

Com efeito, trata-se de um macho (na fotografia de cima) e de uma fêmea da mosca Stomorhina lunata.

Espécie identificada e texto por: Rui Andrade, dinamizador do grupo Diptera em Portugal no Facebook.

O leitor está correcto. A mosca com o abdómen acinzentado é fêmea, enquanto que o macho tem o abdómen amarelado.

Outra diferença que ajuda a separar os sexos nesta espécie é a distância entre os olhos no topo da cabeça. Nos machos os olhos tocam-se (condição holóptica), enquanto que nas fêmeas os olhos estão separados (condição dicóptica).

Nestas moscas, os adultos podem ser vistos com frequência sobre flores onde se alimentam de pólen e néctar. As larvas são predadoras de ovos de gafanhoto.

 


Agora é a sua vez.

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Explore a série “Que espécie é esta?” e descubra quais as espécies que já foram identificadas, com a ajuda dos especialistas.

Inês Sequeira

A minha descoberta do mundo começou nas páginas dos livros. Desde que aprendi a ler, devorava tudo o que eram livros e enciclopédias em casa. Mais tarde, nos jornais, as minhas notícias preferidas eram as que explicavam e enquadravam acontecimentos que de outra forma seriam compreendidos apenas pelos especialistas. E foi com essa ânsia de aprender e de “traduzir” o mundo que me formei como jornalista. Comecei em 1998 na área de Economia do PÚBLICO, onde estive 14 anos a escrever sobre transportes, aviação, energia, entre outros temas. Fui também colaboradora do Jornal de Negócios e da agência Lusa. Juntamente com a Helena Geraldes e a Joana Bourgard, ajudei em 2015 a fundar a Wilder, onde finalmente me sinto como “peixe na água” e trabalho para um mundo melhor. Aqui escrevo sobre plantas, animais, espécies comuns e raras, descobertas científicas, projectos de conservação, políticas ambientais e pessoas apaixonadas por natureza. Aprendo e partilho algo novo todos os dias.