Que espécie é esta: musaranho-de-dentes-brancos

A leitora Fernanda Lourenço encontrou esta espécie em Cabriz, Sintra, a 3 de Fevereiro e pediu ajuda para identificar a espécie. Sophie von Merten responde.

“Moro em Cabriz, Sintra, e a minha gata trouxe-nos de presente este bichinho. Costuma trazer ratos mas desta vez parece ser um musaranho. Será possível identificar que espécie é?”, perguntou a leitora à Wilder.

Trata-se de um musaranho-de-dentes-brancos (Crocidura russula).

Espécie identificada por: Sophie von Merten, investigadora do CESAM – Ciências da FCUL.

O musaranho-de-dentes-brancos é a espécie de musaranho mais comum em Portugal, facilmente identificável devido ao seu tamanho em relação às outras espécies que ocorrem no país e também devido ao tamanho das suas orelhas. Os musaranhos de dentes vermelhos têm as orelhas bastante mais pequenas.

Os musaranhos-de-dentes-brancos são muito mais sociais do que os musaranhos de dentes vermelhos, partilhando ninhos nas alturas mais frias do ano de forma a se aquecerem.


Agora é a sua vez.

Encontrou um animal ou planta que não sabe a que espécie pertence? Envie para o nosso email a fotografia, a data e o local. Trabalhamos com uma equipa de especialistas que o vão ajudar.

Explore a série “Que espécie é esta?” e descubra quais as espécies que já foram identificadas, com a ajuda dos especialistas.

Helena Geraldes

Sou jornalista de Natureza na revista Wilder. Escrevo sobre Ambiente e Biodiversidade desde 1998 e trabalhei nas redacções da revista Fórum Ambiente e do jornal PÚBLICO. Neste último estive 13 anos à frente do site de Ambiente deste diário, o Ecosfera. Em 2015 lancei a Wilder, com as minhas colegas jornalistas Inês Sequeira e Joana Bourgard, para dar voz a quem se dedica a proteger ou a estudar a natureza mas também às espécies raras, ameaçadas ou àquelas de que (quase) ninguém fala. Na verdade, isso é algo que quero fazer desde que ainda em criança vi um documentário de vida selvagem que passava aos domingos na televisão e que me fez decidir o rumo que queria seguir. Já lá vão uns anos, portanto. Desde então tenho-me dedicado a escrever sobre linces, morcegos, abutres, peixes mas também sobre conservacionistas e cidadãos apaixonados pela natureza, que querem fazer parte de uma comunidade. Trabalho todos os dias para que a Wilder seja esse lugar no mundo.