Que espécie é esta: osga-comum?

Desenho: Leonel Soares

O leitor Leonel Soares viu um estranho animal em Valongo, em meados de Abril, e pediu ajuda na identificação. Rui Rebelo responde.

“Venho por este meio perguntar qual o nome deste animal que vi há dias em Valongo. Não consegui tirar fotografia mas anexo um desenho feito por mim”, explicou Leonel Soares, numa mensagem enviada à Wilder. 

“Penso tratar se de uma osga mas desconhecia a sua existência cá em cima no Norte. Vi na berma da estrada e nas redondezas há muita floresta”, acrescentou o leitor, indicando que o que mais o intrigou foi o “formato do rabo”.

Desenho: Leonel Soares

“As cores eram claras cor de areia, predominante beje, com 12 a 15 cm de comprimento”, acrescentou, dizendo que foi a primeira vez que viu este animal. 

Trata-se quase certamente de uma osga, provavelmente da osga-comum (Tarentola mauritanica).

Espécie identificada por: Rui Rebelo, investigador da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa.

“A osga-comum já foi vista no Porto e de facto não existe ao longo da costa do Minho e do Douro Litoral, mas nunca se sabe”, indicou Rui Rebelo, adiantando que “pode também ser uma espécie exótica”.

Quanto à cauda com forma estranha, “é na verdade o resultado do renascimento da cauda depois de ter sido perdida a original”. “As osgas soltam a cauda, como as lagartixas. Mas a cauda que nasce depois tem muitas vezes uma forma mais ‘atarracada'”, explicou este especialista.

Descubra mais sobre a osga-comum nesta identificação já publicada pelo “Que Espécie é Esta”.


Agora é a sua vez.

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Explore a série “Que espécie é esta?” e descubra quais as espécies que já foram identificadas, com a ajuda dos especialistas.

Inês Sequeira

A minha descoberta do mundo começou nas páginas dos livros. Desde que aprendi a ler, devorava tudo o que eram livros e enciclopédias em casa. Mais tarde, nos jornais, as minhas notícias preferidas eram as que explicavam e enquadravam acontecimentos que de outra forma seriam compreendidos apenas pelos especialistas. E foi com essa ânsia de aprender e de “traduzir” o mundo que me formei como jornalista. Comecei em 1998 na área de Economia do PÚBLICO, onde estive 14 anos a escrever sobre transportes, aviação, energia, entre outros temas. Fui também colaboradora do Jornal de Negócios e da agência Lusa. Juntamente com a Helena Geraldes e a Joana Bourgard, ajudei em 2015 a fundar a Wilder, onde finalmente me sinto como “peixe na água” e trabalho para um mundo melhor. Aqui escrevo sobre plantas, animais, espécies comuns e raras, descobertas científicas, projectos de conservação, políticas ambientais e pessoas apaixonadas por natureza. Aprendo e partilho algo novo todos os dias.