Foto: Paulo Renato

Que espécie é esta: sapo-de-unha-negra

O leitor Paulo Renato fotografou um anfíbio em Benfica do Ribatejo e pediu ajuda para saber a espécie. Rui Rebelo responde.

A espécie fotografada por Paulo Renato, no passado dia 25 de Setembro, é um sapo-de-unha-negra (Pelobates cultripes).

Espécie identificada e texto por: Rui Rebelo, investigador da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa.

Foto: Paulo Renato

Este sapo tem uma aparência robusta e mede entre 5 e 8 cm, com olhos que se assemelham aos dos gatos (pupila vertical). É mais comum em zonas com solos mais soltos ou arenosos, como é o caso.

Esta é uma espécie difícil de ver porque passa muito tempo enterrada. O sapo-de-unha-negra é um animal noturno e é ao cair da noite que sai do seu buraco, que escavou com as unhas negras que tem em cada uma das patas traseiras, para se alimentar de escaravelhos, minhocas, mosquitos e larvas de insetos.

Quanto à unha negra, que está só nas patas traseiras – e é só uma em cada pata – não é sequer uma unha, mas antes um ‘calo’.


Agora é a sua vez.

Encontrou um animal ou planta que não sabe a que espécie pertence? Envie-nos para o nosso email a fotografia, a data e o local. Trabalhamos com uma equipa de especialistas que o vão ajudar.

Explore a série “Que espécie é esta?” e descubra quais as espécies que já foram identificadas, com a ajuda dos especialistas.

Inês Sequeira

A minha descoberta do mundo começou nas páginas dos livros. Desde que aprendi a ler, devorava tudo o que eram livros e enciclopédias em casa. Mais tarde, nos jornais, as minhas notícias preferidas eram as que explicavam e enquadravam acontecimentos que de outra forma seriam compreendidos apenas pelos especialistas. E foi com essa ânsia de aprender e de “traduzir” o mundo que me formei como jornalista. Comecei em 1998 na área de Economia do PÚBLICO, onde estive 14 anos a escrever sobre transportes, aviação, energia, entre outros temas. Fui também colaboradora do Jornal de Negócios e da agência Lusa. Juntamente com a Helena Geraldes e a Joana Bourgard, ajudei em 2015 a fundar a Wilder, onde finalmente me sinto como “peixe na água” e trabalho para um mundo melhor. Aqui escrevo sobre plantas, animais, espécies comuns e raras, descobertas científicas, projectos de conservação, políticas ambientais e pessoas apaixonadas por natureza. Aprendo e partilho algo novo todos os dias.