Foto: Rui Farinha

Que espécie é esta: tília-de-folhas-pequenas

O leitor Rui Farinha fotografou uma árvore no recinto do Colégio Militar, em Carnide, no dia 25 de Novembro, e pediu ajuda na identificação. Carine Azevedo responde.

Tudo indica que as folhas são de Tilia cordata, vulgarmente conhecida como Tília-de-folhas-pequenas.

Espécie identificada e texto por:  Carine Azevedo, consultora na gestão de património vegetal ao nível da reabilitação, conservação e segurança de espécies vegetais e de avaliação fitossanitária e de risco. Dedica-se também à comunicação de ciência para partilhar os pormenores fantásticos da vida das plantas.

Foto: Rui Farinha

Esta espécie é nativa de quase toda a Europa, Sibéria e Cáucaso, mas exótica em Portugal. É muito comum em jardins, parques e outros espaços verdes.

Pertencente à família Malvaceae, esta é uma espécie de folha caduca e pode atingir 30 metros de altura. 

As suas folhas têm uma cor verde intensa , sendo mais claras na página inferior, por possuírem alguns pelos, na axila das nervuras. Possuem uma forma quase arredondada ou cordiforme (em forma de coração), são um pouco assimétricas na base, e tem as margens serradas.

Foto: Rui Farinha

A floração ocorre entre junho e agosto. As flores são pequenas, brancas, cremes ou amareladas, muito perfumadas e surgem agrupadas em inflorescências. As flores estão acompanhadas de uma bráctea protetora, que funciona também como asa, para facilitar a dispersão das sementes pelo vento.

O fruto é seco, indeiscente e globos e contém 2 a 3 sementes do seu interior.

A tília é uma planta medicinal, popularmente utilizada no tratamento de doenças como a ansiedade, dor de cabeça, diarreia e má digestão.


Agora é a sua vez.

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Explore a série “Que espécie é esta?” e descubra quais as espécies que já foram identificadas, com a ajuda dos especialistas.

Inês Sequeira

A minha descoberta do mundo começou nas páginas dos livros. Desde que aprendi a ler, devorava tudo o que eram livros e enciclopédias em casa. Mais tarde, nos jornais, as minhas notícias preferidas eram as que explicavam e enquadravam acontecimentos que de outra forma seriam compreendidos apenas pelos especialistas. E foi com essa ânsia de aprender e de “traduzir” o mundo que me formei como jornalista. Comecei em 1998 na área de Economia do PÚBLICO, onde estive 14 anos a escrever sobre transportes, aviação, energia, entre outros temas. Fui também colaboradora do Jornal de Negócios e da agência Lusa. Juntamente com a Helena Geraldes e a Joana Bourgard, ajudei em 2015 a fundar a Wilder, onde finalmente me sinto como “peixe na água” e trabalho para um mundo melhor. Aqui escrevo sobre plantas, animais, espécies comuns e raras, descobertas científicas, projectos de conservação, políticas ambientais e pessoas apaixonadas por natureza. Aprendo e partilho algo novo todos os dias.