vespa-cuco, verde azulada e rubi
Vespa-cuco, membro da família Chrysididae. Foto: AfroBrazilian/Wiki Commons

Que espécie é esta: vespa-cuco

O leitor Pedro Neves fotografou uma vespa no dia 16 de Março, no Entroncamento, e pediu ajuda para saber a espécie. Eva Monteiro responde.

 

O bicho colorido registado por Pedro Neves (na foto abaixo) é uma vespa-cuco, um himenóptero da família Chrysididae.

Foto: Pedro Neves

Espécie identificada e texto por: Eva Monteiro, Rede de Estações da Biodiversidade, Tagis – Centro de Conservação das Borboletas de Portugal.

São chamadas vespas-cuco porque têm um comportamento semelhante ao destas aves, colocando os ovos nos ninhos de abelhas-solitárias. Quando as larvas das vespas-cuco eclodem, alimentam-se dos ovos ou das jovens larvas dessas abelhas.

Já o nome científico da família, de origem grega, alude ao seu aspecto brilhante – “chrysis” significa dourado em grego.

Em Portugal, há aproximadamente 50 espécies de Chrysididae, todas elas com cores brilhantes metalizadas, embora possam ser totalmente verdes, ou verdes e “rubi”, como a que vemos na foto.

 

[divider type=”thin”]Agora é a sua vez.

Encontrou um animal ou planta que não sabe a que espécie pertence? Envie para o nosso email a fotografia, a data e o local. Trabalhamos com uma equipa de especialistas que o vão ajudar.

Explore a série “Que espécie é esta?” e descubra quais as espécies que já foram identificadas, com a ajuda dos especialistas.

Inês Sequeira

A minha descoberta do mundo começou nas páginas dos livros. Desde que aprendi a ler, devorava tudo o que eram livros e enciclopédias em casa. Mais tarde, nos jornais, as minhas notícias preferidas eram as que explicavam e enquadravam acontecimentos que de outra forma seriam compreendidos apenas pelos especialistas. E foi com essa ânsia de aprender e de “traduzir” o mundo que me formei como jornalista. Comecei em 1998 na área de Economia do PÚBLICO, onde estive 14 anos a escrever sobre transportes, aviação, energia, entre outros temas. Fui também colaboradora do Jornal de Negócios e da agência Lusa. Juntamente com a Helena Geraldes e a Joana Bourgard, ajudei em 2015 a fundar a Wilder, onde finalmente me sinto como “peixe na água” e trabalho para um mundo melhor. Aqui escrevo sobre plantas, animais, espécies comuns e raras, descobertas científicas, projectos de conservação, políticas ambientais e pessoas apaixonadas por natureza. Aprendo e partilho algo novo todos os dias.