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Azinheira milenar espanhola é a nova Árvore Europeia do Ano

17.03.2021
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Azinheira milenar de Lecina. Foto: Município de Lecina

A vencedora do concurso internacional está em Huesca, Aragão, e é conhecida como “a árvore das bruxas”. Portugal ficou em quarto lugar.

A “azinheira milenar de Lecina”, em Espanha, arrecadou o primeiro lugar no concurso para a Árvore Europeia do Ano, seguida pelo “plátano de Curinga”, em Itália, e pelo “Plátano antigo”, representante da Federação Russa.

O anúncio foi feito esta quarta-feira numa cerimónia transmitida online pela Environmental Partnership Association e pela European Landowners’ Organization. Realizado há 11 anos, este concurso “à procura de uma árvore com uma história” tem o objectivo de “empoderar as pessoas e envolver as comunidades locais na protecção do ambiente e da herança local”.

Azinheira milenar de Lecina. Foto: Município de Lecina

No caso da azinheira de Lecina, situada na pequena localidade de Alto Aragón com apenas 13 habitantes, calcula-se que terá cerca de 1000 anos. “Reza a lenda que houve tempos em que as bruxas povoavam a Serra da Guará, onde dançavam e festejavam em torno da azinheira”, recorda a nota publicada sobre esta árvore, pelos organizadores do concurso.

Esta foi a primeira vez que venceu uma árvore de Espanha. Com um “recorde histórico”, obteve 104.264 votos no total, deixando outros concorrentes muito para trás. Em segundo lugar, o Plátano de Curinga obteve 78.210 votos, seguido pelo Plátano Antigo, da Federação Russa, com 66.026 votos.

o sobreiro
“Sobreiro assobiador”. Foto: UNAC

“De notar que, tal como em 2018 com o Sobreiro Assobiador – árvore portuguesa que venceu a edição desse ano – o público europeu manifestou o seu interesse pelas espécies típicas dos sistemas agro-florestais de Montado da Península Ibérica”, destaca em comunicado a UNAC – União da Floresta Mediterrânica. Esta entidade representa organizações de produtores florestais e organiza o concurso a nível nacional.

Este ano, a árvore eleita pelos portugueses em Novembro passado – o Plátano do Rossio – ficou em quarto lugar. Ainda assim, como sublinha a UNAC, foi “a maior votação de sempre numa árvore portuguesa”. Para isso terá também contribuído o aumento de votos no âmbito desta iniciativa, que somaram 604.544 no total, “mais do dobro do ano passado”. Este ano, concorreram 14 países.

Inês Sequeira

Trabalhei 14 anos na secção de Economia do jornal Público. Juntamente com a Helena Geraldes e a Joana Bourgard, em 2015 ajudei a fundar a Wilder, onde me sinto como “peixe na água”. Escrevo sobre plantas, animais, espécies comuns e raras, ciência, conservação, políticas ambientais e naturalistas. Aprendo e partilho algo novo todos os dias.

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