Azinheira milenar de Lecina. Foto: Município de Lecina

Azinheira milenar espanhola é a nova Árvore Europeia do Ano

A vencedora do concurso internacional está em Huesca, Aragão, e é conhecida como “a árvore das bruxas”. Portugal ficou em quarto lugar.

A “azinheira milenar de Lecina”, em Espanha, arrecadou o primeiro lugar no concurso para a Árvore Europeia do Ano, seguida pelo “plátano de Curinga”, em Itália, e pelo “Plátano antigo”, representante da Federação Russa.

O anúncio foi feito esta quarta-feira numa cerimónia transmitida online pela Environmental Partnership Association e pela European Landowners’ Organization. Realizado há 11 anos, este concurso “à procura de uma árvore com uma história” tem o objectivo de “empoderar as pessoas e envolver as comunidades locais na protecção do ambiente e da herança local”.

Azinheira milenar de Lecina. Foto: Município de Lecina

No caso da azinheira de Lecina, situada na pequena localidade de Alto Aragón com apenas 13 habitantes, calcula-se que terá cerca de 1000 anos. “Reza a lenda que houve tempos em que as bruxas povoavam a Serra da Guará, onde dançavam e festejavam em torno da azinheira”, recorda a nota publicada sobre esta árvore, pelos organizadores do concurso.

Esta foi a primeira vez que venceu uma árvore de Espanha. Com um “recorde histórico”, obteve 104.264 votos no total, deixando outros concorrentes muito para trás. Em segundo lugar, o Plátano de Curinga obteve 78.210 votos, seguido pelo Plátano Antigo, da Federação Russa, com 66.026 votos.

o sobreiro
“Sobreiro assobiador”. Foto: UNAC

“De notar que, tal como em 2018 com o Sobreiro Assobiador – árvore portuguesa que venceu a edição desse ano – o público europeu manifestou o seu interesse pelas espécies típicas dos sistemas agro-florestais de Montado da Península Ibérica”, destaca em comunicado a UNAC – União da Floresta Mediterrânica. Esta entidade representa organizações de produtores florestais e organiza o concurso a nível nacional.

Este ano, a árvore eleita pelos portugueses em Novembro passado – o Plátano do Rossio – ficou em quarto lugar. Ainda assim, como sublinha a UNAC, foi “a maior votação de sempre numa árvore portuguesa”. Para isso terá também contribuído o aumento de votos no âmbito desta iniciativa, que somaram 604.544 no total, “mais do dobro do ano passado”. Este ano, concorreram 14 países.