Castor-europeu (Castor fiber). Foto: Philipp Blank/Wiki Commons

Castores regressam a Hampshire, no sul de Inglaterra, após 400 anos

Espécie extinguiu-se no país devido à caça intensiva, e tem regressado aos poucos graças a libertações de animais em cativeiro.

Os cerca de 374 hectares do parque de Ewhurst, em Hampshire, vão ganhar em breve dois novos habitantes: um casal de castores, que vão ser baptizados através de um concurso que se está a realizar com as 22 escolas do município, anuncia uma notícia publicada esta terça-feira no The Guardian.

O parque de Ewhurst pertence a uma empreendedora e modelo britânica, Mandy Lieu, que espera transformar a propriedade num exemplo para a produção sustentável de alimentos, uma “paisagem comestível” que restore igualmente a biodiversidade local.

Os castores desapareceram de Inglaterra há cerca de 400 anos, caçados até à extinção para aproveitamento do pêlo, das glândulas e da carne destes mamíferos, que têm vindo a regressar aos poucos desde que o governo começou a aceitar algumas iniciativas para a introdução de alguns animais em terrenos vedados. A essas acções, juntaram-se libertações ilegais em várias regiões.

A espécie passou a ser protegida no país desde o ano passado, sendo proibido caçar ou prejudicar castores, considerados actualmente uma parte da vida selvagem nativa. Os ambientalistas esperam que em breve seja possível a libertação destes mamíferos na natureza, fora de terrenos vedados.

Os castores são considerados uma espécie-chave na criação de zonas húmidas, áreas que podem ser depois utilizadas por outras espécies que dependem destes habitats, recorda o The Guardian. Ao mesmo tempo, acredita-se que reduzem os riscos de cheias, ajudam a diminuir a velocidade da água nos terrenos e são um auxílio na conservação de recursos hídricos quando não chove.

Inês Sequeira

A minha descoberta do mundo começou nas páginas dos livros. Desde que aprendi a ler, devorava tudo o que eram livros e enciclopédias em casa. Mais tarde, nos jornais, as minhas notícias preferidas eram as que explicavam e enquadravam acontecimentos que de outra forma seriam compreendidos apenas pelos especialistas. E foi com essa ânsia de aprender e de “traduzir” o mundo que me formei como jornalista. Comecei em 1998 na área de Economia do PÚBLICO, onde estive 14 anos a escrever sobre transportes, aviação, energia, entre outros temas. Fui também colaboradora do Jornal de Negócios e da agência Lusa. Juntamente com a Helena Geraldes e a Joana Bourgard, ajudei em 2015 a fundar a Wilder, onde finalmente me sinto como “peixe na água” e trabalho para um mundo melhor. Aqui escrevo sobre plantas, animais, espécies comuns e raras, descobertas científicas, projectos de conservação, políticas ambientais e pessoas apaixonadas por natureza. Aprendo e partilho algo novo todos os dias.