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China anuncia que pandas-gigantes deixam de estar Em Perigo de extinção

De acordo com as autoridades de Beijing, os cerca de 1.800 pandas gigantes que vivem na natureza desceram um degrau na ameaça de extinção, sendo agora considerados vulneráveis.

Esta decisão surge devido à “melhoria das condições de vida e aos esforços da China para manter os habitat [da espécie] integrados”, justificou o chefe do Departamento de Conservação da Natureza e Ecologia, sob a tutela do Ministério do Ambiente, Cui Shuhong, citado pelo jornal The Guardian.

Entre as iniciativas tomadas a nível nacional, conta-se por exemplo a expansão dos habitats dos pandas-gigantes e a replantação de florestas de bambu, da qual se alimentam estes mamíferos.

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Este anúncio surge cinco anos depois de a União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN) ter decidido baixar o risco de ameaça da espécie, que em 2016 deixou de ser classificada como Em Perigo de extinção para passar a Vulnerável. Na altura, os especialistas da UICN nesta e noutras espécies de ursos consideraram que a população de pandas está está ver ou a crescer e que o habitat disponível está também a aumentar.

Ainda assim, quando essa decisão da UICN foi tomada, especialistas chineses criticaram-na por seu muito apressada e dar espaço ao relaxamento de medidas para a conservação destes mamíferos.

Mas apesar das boas notícias, a espécie continua ainda ameaçada. De acordo com a UICN, prevê-se que mais de 35% das florestas de bambu, nas quais habitam os pandas-gigantes, desapareçam nos próximos 80 anos devido às alterações climáticas. No futuro, receia-se que o número destes animais diminua.

Inês Sequeira

A minha descoberta do mundo começou nas páginas dos livros. Desde que aprendi a ler, devorava tudo o que eram livros e enciclopédias em casa. Mais tarde, nos jornais, as minhas notícias preferidas eram as que explicavam e enquadravam acontecimentos que de outra forma seriam compreendidos apenas pelos especialistas. E foi com essa ânsia de aprender e de “traduzir” o mundo que me formei como jornalista. Comecei em 1998 na área de Economia do PÚBLICO, onde estive 14 anos a escrever sobre transportes, aviação, energia, entre outros temas. Fui também colaboradora do Jornal de Negócios e da agência Lusa. Juntamente com a Helena Geraldes e a Joana Bourgard, ajudei em 2015 a fundar a Wilder, onde finalmente me sinto como “peixe na água” e trabalho para um mundo melhor. Aqui escrevo sobre plantas, animais, espécies comuns e raras, descobertas científicas, projectos de conservação, políticas ambientais e pessoas apaixonadas por natureza. Aprendo e partilho algo novo todos os dias.