Foto: Wiki Commons

Jardim Botânico da Universidade de Coimbra volta a abrir portas

Monitor

O Jardim Botânico da Universidade de Coimbra (JBUC) voltou esta sexta-feira a abrir ao público, ainda em recuperação dos danos causados pela tempestade Leslie há quase quatro semanas, na noite de 13 de Outubro.

 

A passagem desta tempestade “provocou graves estragos no património natural e construído do Jardim Botânico”, recordaram ontem os responsáveis pela gestão deste espaço verde, através da página do Facebook. “Temos vindo a trabalhar no cuidado e na recuperação das plantas e infraestruturas”, acrescentavam.

O rasto de destruição deixado pelos ventos fortes trazidos pela Leslie – que de surpresa avançaram pela região de Coimbra e não mais a Sul, como era esperado pelos meteorologistas – saldou-se na queda de 12 árvores na parte de cima do jardim. Incluindo uma curiosa espécie de araucária (Araucaria columnaris), com cerca de 40 metros de altura, que ali teria sido plantada há mais de 150 anos.

“Temos árvores tão grandes e tão antigas e que se têm mantido ao longo do tempo, talvez porque não é normal acontecerem tempestades desta natureza, e agora não resistiram, apesar dos cuidados que vamos tendo e de fazermos podas periódicas”, comentou na altura o director do JBUC, António Gouveia, contactado pela Wilder.

Muitas outras árvores ficaram seriamente danificadas, como foi o caso da figueira-estranguladora, conhecida pela enorme copa com cerca de 100 metros de diâmetro, que entretanto teve de ser cuidadosamente podada devido aos estragos causados pelos ventos fortes.

Em contrapartida, na Estufa Grande, que tinha sido objecto de obras recentes de remodelação, “nem um vidro se partiu”, contou também o director, que na altura agradeceu as “muitas manifestações de solidariedade e apoio”, de dentro e fora da universidade.

A direcção do Jardim esteve também a planear quais as espécies que agora vão ser plantadas. Quanto à zona da Mata, também parte do JBUC, vai por enquanto permanecer encerrada ao público.

O Jardim Botânico da Universidade de Coimbra foi criado há cerca de 250 anos, num terreno cedido pelos frades Beneditinos.