Foto: CIBIO-InBIO

Novo acordo reforça papel de cientistas portugueses no estudo da biodiversidade de Angola

Ciência

O acordo foi assinado a 21 de Maio entre o Governo angolano e o CIBIO-INBIO – Centro de Investigação em Biodiversidade e Recursos Genéticos, para estudar e conservar a biodiversidade de Angola.

O acordo de cooperação, assinado durante a Conferência Internacional sobre Biodiversidade que decorreu em Luanda, prevê o reforço da investigação do CIBIO-Inbio em Angola.

Entre as medidas previstas está a “permuta de informação técnica e científica, a realização de investigação conjunta para melhor gestão e uso dos recursos naturais e componentes da Biodiversidade, e ainda o apoio técnico-científico no estabelecimento de laboratórios especializados de biologia molecular, e na formação e capacitação no âmbito da Ciência, Tecnologia e Inovação”, informa um comunicado daquela instituição portuguesa.

O Acordo de Cooperação no Domínio da Investigação em Biodiversidade foi celebrado entre o CIBIO-InBIO e o Instituto Nacional de Biodiversidade e Áreas de Conservação de Angola (INBAC). O grande objectivo é “o estabelecimento de cooperação académica e científica sob a chancela do Ministério do Ambiente de Angola”.

Durante o evento foi também lançado o livro Biodiversidade de Angola – Ciência e Conservação: Uma Síntese Moderna.

O livro, com o contributo de mais de 40 colaboradores de 10 países, é dedicado à biodiversidade de Angola e ao “que ainda existe por se investigar, apontando caminhos de trabalho em colaboração para o futuro”. A obra, que tem entre os editores Brian Huntley e Nuno Ferrand, CIBIO-InBIO, tem o prefácio assinado pelo Presidente da República de Angola, João Lourenço.

Esta obra reúne informações sobre a biodiversidade angolana “desde os anos de 1800” e confirma a existência de muitos dados sobre as espécies da flora e fauna do país, explicou à Agência Lusa Vladimir Russo, um dos editores do livro e diretor executivo da Fundação Kissama, citou o jornal Observador.

Apesar de ter uma rica diversidade de espécies, “Angola continua a ser um dos países menos bem documentados do mundo em termos da sua biodiversidade”, lamentou João Lourenço. 

Nesse sentido, o livro “identifica as excitantes oportunidades de investigação que os cientistas e demais interessados podem abraçar”, acrescentou.

Na opinião de Nuno Ferrand de Almeida, director do CIBIO-InBIO, “o lançamento do livro e a assinatura do acordo de cooperação marcam mais um importante passo na colaboração científica entre os dois países e reforça o papel do CIBIO na investigação e conservação da Biodiversidade em Angola”.