Serra da Arrábida. Foto: Gonçalo Nobre/WikiCommons

Polícia Marítima apreende 3,5 toneladas de pescado no Parque Natural da Arrábida

Cerca de 3,5 toneladas de pescado diverso foram apreendidas a 14 de Outubro durante uma ação de fiscalização da pesca no Parque Marinho Professor Luiz Saldanha, no Parque Natural da Arrábida, em Sesimbra.

Durante a operação, que aconteceu de madrugada, os elementos do Comando-local da Polícia Marítima de Setúbal detectaram “uma embarcação de pesca comercial, com seis tripulantes a bordo, em plena atividade da pesca do cerco numa zona protegida e interdita à prática daquela atividade”, explica a Polícia Marítima em comunicado.

Segundo as autoridades, “já tinha sido capturado cerca de uma tonelada e meia de pescado diverso” e estavam “nas redes cerca de mais duas toneladas”.

Foto: Polícia Marítima

“Foi elaborado o respetivo auto de notícia, tendo sido apreendidas, como medida cautelar, um total de 3,5 toneladas de pescado.”

Cerca de duas toneladas de pescado, por ainda se encontrar vivo, foi devolvido ao seu habitat natural. O restante do pescado apreendido foi vendido em lota, com o valor a reverter a favor do processo.

Participaram na operação três elementos do Comando-local da Polícia Marítima de Setúbal, apoiados por uma embarcação.

O Parque Marinho Professor Luiz Saldanha, integrado no Parque Natural da Arrábida, estende-se por 52 quilómetros quadrados de extensão, ao longo da costa Sul da Península de Setúbal, entre a Serra da Arrábida e o Cabo Espichel.

Foi criado em 1998 e o seu nome é dedicado a Luiz Saldanha, biólogo que estudou aquela zona costeira. É uma importante zona de crescimento e refúgio de juvenis de muitas espécies marinhas, nomeadamente de peixes.

“É uma área com elevadíssima diversidade vegetal e animal estando registadas mais de 1.400 espécies”, segundo o Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF).

Helena Geraldes

Sou jornalista de Natureza na revista Wilder. Escrevo sobre Ambiente e Biodiversidade desde 1998 e trabalhei nas redacções da revista Fórum Ambiente e do jornal PÚBLICO. Neste último estive 13 anos à frente do site de Ambiente deste diário, o Ecosfera. Em 2015 lancei a Wilder, com as minhas colegas jornalistas Inês Sequeira e Joana Bourgard, para dar voz a quem se dedica a proteger ou a estudar a natureza mas também às espécies raras, ameaçadas ou àquelas de que (quase) ninguém fala. Na verdade, isso é algo que quero fazer desde que ainda em criança vi um documentário de vida selvagem que passava aos domingos na televisão e que me fez decidir o rumo que queria seguir. Já lá vão uns anos, portanto. Desde então tenho-me dedicado a escrever sobre linces, morcegos, abutres, peixes mas também sobre conservacionistas e cidadãos apaixonados pela natureza, que querem fazer parte de uma comunidade. Trabalho todos os dias para que a Wilder seja esse lugar no mundo.