Urso-pardo. Foto: Thomas Wilken/Pixabay

Urso-pardo ferido resgatado na Cordilheira Cantábrica

Conservação

O animal está agora em recuperação no Centro de Recuperação da Fauna Silvestre de Villaescusa, na Cantábria.

Um particular alertou ao final da tarde de 6 de Maio para a presença de um urso-pardo cantábrico ferido no município de Palacios del Sil, informa, em comunicado, a Junta de Castela e Leão. 

Imediatamente foi activado o Protocolo de intervenção para ursos feridos na Cordilheira Cantábrica, aprovado pela Comissão Estatal para o Património Natural e Biodiversidade a 24 de Janeiro deste ano, e que inclui as comunidades de Castela e Leão, Astúrias, Cantábria e Galiza.

Os técnicos da Junta, com a colaboração de profissionais das Astúrias e da Cantábria, trabalharam durante toda a tarde e noite de 6 de Maio no seguimento do macho de urso-pardo adulto ferido. O animal corria o risco de hipotermia por estar semi-submergido num ribeiro, até que se procedeu à sua captura mediante a utilização de um dardo anestésico cerca das 02h00 da madrugada.

O animal foi retirado do ribeiro com um dispositivo específico para ursos-pardos e levado, anestesiado, para as instalações do Centro de Recuperação em Villaescusa.

Resgate do urso-pardo. Foto: Junta de Castela e Leão

O urso-pardo tinha lesões nas patas traseiras e várias feridas no resto do corpo. 

Actualmente, o animal está em recuperação e a receber medicação – anti-inflamatórios e antibióticos – até que esteja concluída uma avaliação completa do seu estado de saúde.

A intervenção, na qual participaram 12 pessoas, foi coordenada pela Consejería de Fomento e Medio Ambiente da Junta de Castela e Leão. 

O urso-pardo (Ursus arctos) foi declarada espécie Em Perigo de extinção em Espanha em 1989. Hoje distribui-se por quatro comunidades autonómicas – Principado das Astúrias, Cantábria, Castela e Leão e Galiza – em duas populações diferenciadas.

No total, a população de urso-pardo da Cordilheira Cantábrica varia entre os 260 e os 270 animais.


Saiba mais.

Recorde a crónica que Miguel Dantas da Gama dedicou ao urso-pardo, publicada em Maio passado na Wilder.