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Que espécie é esta: percevejo Phyllophya laciniata

O leitor António Barreiros fotografou este insecto a 31 de Março de 2017 em Pinhal Novo (Palmela), e quis saber qual a espécie a que pertence. Patrícia Garcia Pereira dá-lhe a identificação.

 

António Barreiros fotografou esta espécie na varanda da sua casa, no terceiro andar. “Desconheço completamente” a que espécie pertence “pois nunca a tinha visto”.

 

 

A espécie que observou é um percevejo da espécie Phyllophya laciniata.

Espécie identificada e texto por: Patrícia Garcia-Pereira, Rede de Estações da Biodiversidade, Tagis – Centro de Conservação das Borboletas de Portugal.

Este percevejo pertence à Ordem Hemiptera e à Família Coreidae.

Mede aproximadamente 10 milímetros e pode ser observado durante todo o ano. Vive em prados e clareiras de matos sobre a erva-prata (Paronychia argentea), na qual se especializou, passando despercebido devido à camuflagem.

As fêmeas põem os ovos sobre outros indivíduos da espécie, de modo a transportá-los para a planta hospedeira.

Esta espécie ocorre da Europa Mediterrânica até à Ásia ocidental.

 

Retirado de:

Garcia-Pereira, P., Monteiro, E., Soares, A., Antunes, S., Santos, R., Félix, R. 2018. Guia de insetos e plantas das Estações da Biodiversidade de Mértola. Câmara Municipal de Mértola, ISBN: 978-989-8640-08-6.

 

[divider type=”thick”]Agora é a sua vez.

Encontrou um animal ou planta que não sabe a que espécie pertence? Envie-nos para o nosso email a fotografia, a data e o local. Trabalhamos com uma equipa de especialistas que o vão ajudar.

Explore a série “Que espécie é esta?” e descubra quais as espécies que já foram identificadas, com a ajuda dos especialistas.

Helena Geraldes

Sou jornalista de Natureza na revista Wilder. Escrevo sobre Ambiente e Biodiversidade desde 1998 e trabalhei nas redacções da revista Fórum Ambiente e do jornal PÚBLICO. Neste último estive 13 anos à frente do site de Ambiente deste diário, o Ecosfera. Em 2015 lancei a Wilder, com as minhas colegas jornalistas Inês Sequeira e Joana Bourgard, para dar voz a quem se dedica a proteger ou a estudar a natureza mas também às espécies raras, ameaçadas ou àquelas de que (quase) ninguém fala. Na verdade, isso é algo que quero fazer desde que ainda em criança vi um documentário de vida selvagem que passava aos domingos na televisão e que me fez decidir o rumo que queria seguir. Já lá vão uns anos, portanto. Desde então tenho-me dedicado a escrever sobre linces, morcegos, abutres, peixes mas também sobre conservacionistas e cidadãos apaixonados pela natureza, que querem fazer parte de uma comunidade. Trabalho todos os dias para que a Wilder seja esse lugar no mundo.