Fotos: Jardim Gulbenkian

Cinco ninhos para descobrir no Jardim Gulbenkian

Um naturalista no Jardim Gulbenkian

Nesta altura do ano há uma azáfama no mundo das aves. É preciso escolher um território, defendê-lo dos rivais, encontrar um parceiro e construir o ninho.

 

Há muito a fazer antes da chegada das crias e são várias as estratégias usadas pelas diferentes espécies de aves que vivem nos jardins. No geral, há que dar resposta a três questões: que materiais usar, onde construir e que forma dar aos ninhos.

Aqui ficam cinco espécies que pode observar nesta época do ano no Jardim Gulbenkian, em Lisboa. Se tiver sorte vai conseguir ver aves a voar de um lado para o outro, transportando no bico o material para construírem os seus ninhos.

E se conseguir ver os ninhos, normalmente bem camuflados na vegetação, então será um detective de mão cheia!

 

Carriça (Troglodytes troglodytes):

 

 

De tons acastanhados, é uma das aves mais pequenas de Portugal. Os seus ninhos são pequeninos, em forma de bola e feitos de musgo, penas e folhas e raminhos secos. Os machos constroem vários ninhos, muito bem escondidos em sebes, arbustos e cavidades naturais ou artificiais, na esperança de um deles ser escolhido por uma fêmea.

Período de reprodução: Início de Março a Julho

Número de ovos (por ninhada): Entre 3 a 9.

 

Toutinegra-de-barrete (Sylvia atricapilla):

 

 

Esta pequena ave acinzentada parece ter um pequeno barrete na cabeça. Quando chega a altura de fazer a corte, os machos constroem uma série de ninhos muito simples em arbustos ou árvores de pequeno porte. Só um deles será o escolhido, se tiverem sorte e atraírem uma fêmea. Então, em conjunto, o casal completa o ninho com raminhos e raízes, entrelaçados com pelos e ervas.

Período de reprodução: Março a Julho

Número de ovos (por ninhada): entre 4 a 6.

 

Melro (Turdus merula):

 

 

Ao contrário da carriça, nesta espécie são as fêmeas que constroem o ninho, normalmente em árvores ou arbustos. O ninho dos melros tem a forma de uma taça e é tecido com raízes, folhas e ramos secos, que depois são cobertos com lama. Os machos são mais fáceis de reconhecer, com as penas pretas e o bico laranja, ao passo que as fêmeas são acastanhadas.

Período de reprodução: Fevereiro a Julho

Número de ovos (por ninhada): Entre 3 a 5.

 

Pato-real (Anas platyrhynchos):

 

 

A escolha do local para o ninho é feita em conjunto pelo casal. Normalmente o ninho é construído no chão, em sítios próximos da água e escondidos pela vegetação. Mas também já foram encontrados ninhos em edifícios. A fêmea, de penugem acastanhada, utiliza os materiais naturais à sua volta para cobrir o sítio onde vão nascer os pequenos patos. Quando começa a incubação, arranca penas do peito para cobrir os ovos.

Período de reprodução: Dezembro a Abril

Número de ovos (por ninhada): Entre 9 a 13.

 

 

Galinha-d’água (Gallinula chloropus):

 

 

Os ninhos desta ave aquática de corpo escuro e bico vermelho e amarelo, uma das mais comuns de Portugal, são feitos pelo macho e pela fêmea. Têm a forma de um cesto e são construídos com ramos directamente em cima da água ou na vegetação, cerca de um metro acima da água. O território em redor dos ninhos é defendido com bravura de intrusos.

Período de reprodução: Março a Agosto

Número de ovos (por ninhada): Entre 5 a 9.

 

Ao longo do ano, a cada mês, a Wilder sugere-lhe a natureza que não pode perder no Jardim Gulbenkian.