Roselha (Cistus crispus). Foto: muffinn/Wiki Commons
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Está a chegar o II Bioblitz da Flora Portuguesa. Ajude a identificar estas dez espécies e muitas mais

O II Bioblitz da Flora Portuguesa, organizado pela Sociedade Portuguesa de Botânica e pela Biodiversity4All, realiza-se desta sexta a domingo, de 20 a 22 de Maio. Aceite o desafio e ajude a mapear as plantas de Portugal.

Esta iniciativa de ciência cidadã, em que qualquer cidadão pode contribuir para aumentar o conhecimento científico, está aberta a todos os interessados. O objectivo é identificar as plantas nativas de Portugal, evitando as espécies plantadas ou cultivadas, uma vez que há inúmeras espécies que crescem de forma espontânea e têm uma grande importância, incluindo como alimento para os insectos.

Segundo os organizadores, quem quiser identificar as plantas que encontrar deve começar por tirar fotografias, sempre que for possível, de três elementos: flor, folha e também o conjunto da planta.

De seguida, deve registar-se e carregar essas imagens na página da iniciativa, através da plataforma BioDiversity4All/iNaturalist. Os organizadores avisam que as fotografias não têm que ser inseridas logo no momento em que a pessoa está em passeio. “É possível fazer o ‘upload’ em casa ou usar a página web da iNaturalist, o que permite o uso de câmaras fotográficas no campo sem serem as do telemóvel.”

A identificação da espécie é feita com o apoio da mesma plataforma, ou então através da ‘app’ com o mesmo nome, que faz uma primeira identificação automática que é depois validada por uma comunidade de especialistas. Neste caso, a Sociedade Portuguesa de Botânica estará particularmente atenta para ajudar com a confirmação das espécies.

Há um ano, no I Bioblitz da Flora Portuguesa, foram registadas 4.334 observações de 899 espécies botânicas diferentes, na plataforma Biodiversity4All. Participaram nessa acção 122 observadores e outros 247 identificadores, estes últimos dedicados à validação das plantas identificadas.

Desta vez, quem tiver curiosidade pode também visitar o catálogo online Flora-On, coordenado pela Sociedade Portugesa de Botânica, onde estão disponíveis mais de 3.500 plantas diferentes ilustradas que podem ser observadas em diferentes regiões do país, incluindo as Regiões Autónomas dos Açores e Madeira.

Portugal, Espanha e Macaronésia

Mas não é só em território nacional que os cidadãos vão andar à “caça” de plantas. Está prevista a realização de bioblitzs da flora também em Espanha e nos arquipélagos da Macaronésia – ou seja, além dos Açores, Madeira e Canárias, também os habitantes de Cabo Verde poderão ajudar a conhecer as plantas das suas ilhas.

Quanto a Portugal, fique a saber quais foram as 10 espécies mais observadas no I Bioblitz da Flora Portuguesa. Consegue identificá-las este ano?

1. Papoila (Papaver rhoeas)

Papoila (Papaver rhoeas). Foto: George Chernilevsky/WikiCommons

2. Cardo-dos-picos (Galactites tomentosus)

Cardo-dos-picos (Galactites tomentosus). Foto: Alvesgaspar / Wiki Commons

3. Língua-de-vaca ou soagem (Echium plantagineum)

Chupa-mel (Echium pantagineum), também conhecida por língua-de-vaca ou soagem. Foto: Alvesgaspar

4. Bole-bole-maior (Briza maxima)

Bole-bole maior (Briza maxima). Foto: Alvesgaspar/Wiki Commons

5. Morrião (Anagallis arvensis)

6. Roselha (Cistus crispus)

Roselha (Cistus crispus). Foto: muffinn/Wiki Commons

7. Flor-de-ouro (Bellardia trixago)

8. Dedaleira (Digitalis purpurea)

Dedaleira (Digitalis purpurea). Foto: Joanna Boisse/Wiki Commons

9. Trevo-de-folhas-estreitas (Trifolium angustifolium)

10. Cenoura-brava (Daucus carota)


Saiba mais.

Recorde as sugestões de sete plantas para procurar, publicadas na Wilder a propósito do I Bioblitz da Flora Portuguesa.

Inês Sequeira

A minha descoberta do mundo começou nas páginas dos livros. Desde que aprendi a ler, devorava tudo o que eram livros e enciclopédias em casa. Mais tarde, nos jornais, as minhas notícias preferidas eram as que explicavam e enquadravam acontecimentos que de outra forma seriam compreendidos apenas pelos especialistas. E foi com essa ânsia de aprender e de “traduzir” o mundo que me formei como jornalista. Comecei em 1998 na área de Economia do PÚBLICO, onde estive 14 anos a escrever sobre transportes, aviação, energia, entre outros temas. Fui também colaboradora do Jornal de Negócios e da agência Lusa. Juntamente com a Helena Geraldes e a Joana Bourgard, ajudei em 2015 a fundar a Wilder, onde finalmente me sinto como “peixe na água” e trabalho para um mundo melhor. Aqui escrevo sobre plantas, animais, espécies comuns e raras, descobertas científicas, projectos de conservação, políticas ambientais e pessoas apaixonadas por natureza. Aprendo e partilho algo novo todos os dias.