Que espécie é esta: pato-mudo

A leitora Ana Gomes fotografou esta ave a 17 de Outubro na ribeira de Caparide, São Pedro do Estoril, e quis saber qual a espécie a que pertence. Gonçalo Elias responde.

“Vejo desde sempre patos aqui na ribeira de Caparide, mas nunca tinha visto um com estas cores. Costumam ser sempre aqueles de tons castanhos com pescoço e cabeça azul/verde e reflexos metálicos – penso que são os patos bravos? Sabem dizer-me o nome desta espécie?”, escreveu a leitora à Wilder.

A espécie que observou é um pato-mudo (Cairina moschata).

Espécie identificada e texto por: Gonçalo Elias, responsável pelo portal Aves de Portugal.

Esta é uma ave doméstica e no caso das aves domésticas há muitas raças, cruzamentos e mutações, por isso o aspecto dos bichos pode variar bastante.

Esta é uma ave doméstica exótica, originária da América do Sul.

Muitas vezes estes patos andam em liberdade e podem afastar-se dos seus “quintais”, dando a ilusão de que são selvagens.

É uma espécie doméstica (não é selvagem) que ocorre por todo o país, muitas vezes até em lagos e jardins públicos.

Tem grande variedade de cores de plumagem.


Agora é a sua vez.

Encontrou um animal ou planta que não sabe a que espécie pertence? Envie-nos para o nosso email a fotografia, a data e o local. Trabalhamos com uma equipa de especialistas que o vão ajudar.

Explore a série “Que espécie é esta?” e descubra quais as espécies que já foram identificadas, com a ajuda dos especialistas.

Helena Geraldes

Sou jornalista de Natureza na revista Wilder. Escrevo sobre Ambiente e Biodiversidade desde 1998 e trabalhei nas redacções da revista Fórum Ambiente e do jornal PÚBLICO. Neste último estive 13 anos à frente do site de Ambiente deste diário, o Ecosfera. Em 2015 lancei a Wilder, com as minhas colegas jornalistas Inês Sequeira e Joana Bourgard, para dar voz a quem se dedica a proteger ou a estudar a natureza mas também às espécies raras, ameaçadas ou àquelas de que (quase) ninguém fala. Na verdade, isso é algo que quero fazer desde que ainda em criança vi um documentário de vida selvagem que passava aos domingos na televisão e que me fez decidir o rumo que queria seguir. Já lá vão uns anos, portanto. Desde então tenho-me dedicado a escrever sobre linces, morcegos, abutres, peixes mas também sobre conservacionistas e cidadãos apaixonados pela natureza, que querem fazer parte de uma comunidade. Trabalho todos os dias para que a Wilder seja esse lugar no mundo.