Foto: Jorge Ribeiro

Que espécie é esta: escorpião

O leitor Jorge Ribeiro encontrou a 29 de Julho um escorpião na Praia da Galé, no Algarve, e pediu ajuda para saber qual a espécie e sobre o que fazer. Pedro Sousa responde.

 

“Encontrei um escorpião na Praia da Galé no Algarve”, explicou Jorge Ribeiro, na mensagem enviada à Wilder, acrescentando que o tinha capturado num frasco. “Gostaria de saber se é venenoso e se é autóctone, pois nesse caso libertá-lo-ei. Caso não seja, aguardo indicações para o que devemos fazer.”

Trata-se de um escorpião autóctone do género Buthus.

Espécie identificada e texto por: Pedro Sousa, investigador do CIBIO-InBIO (Centro de Investigação em Biodiversidade e Recursos Genéticos).

É um escorpião autóctone, sem dúvida.

Várias espécies novas do género Buthus foram descritas nos últimos anos para Portugal e Espanha, mas ainda há dúvidas sobre algumas.

Todos os escorpiões podem injectar veneno com o aguilhão que têm na ponta da cauda. A “cauda” é na verdade um prolongamento do abdómen chamado de metassoma.

Nos escorpiões o tubo digestivo prolonga-se pela cauda e o ânus localiza-se imediatamente antes do “último segmento”, onde estão as glândulas que produzem o veneno e o aguilhão que o injecta.

Os escorpiões passam o dia abrigados em tocas ou abrigos temporários. Portanto, o melhor será este escorpião ser libertado de forma segura, sem que o leitor arrisque ser picado, e se houver possibilidade, junto ao local onde foi encontrado, pois deve ser aí que tem o seu abrigo.

 


Agora é a sua vez.

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Explore a série “Que espécie é esta?” e descubra quais as espécies que já foram identificadas, com a ajuda dos especialistas.

Inês Sequeira

A minha descoberta do mundo começou nas páginas dos livros. Desde que aprendi a ler, devorava tudo o que eram livros e enciclopédias em casa. Mais tarde, nos jornais, as minhas notícias preferidas eram as que explicavam e enquadravam acontecimentos que de outra forma seriam compreendidos apenas pelos especialistas. E foi com essa ânsia de aprender e de “traduzir” o mundo que me formei como jornalista. Comecei em 1998 na área de Economia do PÚBLICO, onde estive 14 anos a escrever sobre transportes, aviação, energia, entre outros temas. Fui também colaboradora do Jornal de Negócios e da agência Lusa. Juntamente com a Helena Geraldes e a Joana Bourgard, ajudei em 2015 a fundar a Wilder, onde finalmente me sinto como “peixe na água” e trabalho para um mundo melhor. Aqui escrevo sobre plantas, animais, espécies comuns e raras, descobertas científicas, projectos de conservação, políticas ambientais e pessoas apaixonadas por natureza. Aprendo e partilho algo novo todos os dias.