Foto: Joana Bourgard

Voluntários plantam bosquete para renaturalizar zona industrial na Mealhada

A 23 de Novembro, 50 pessoas começaram a plantar um bosquete com pilriteiros, cerejeiras, sobreiros e outras espécies autóctones para renaturalizar a zona industrial da Pedrulha, na Mealhada. Este bosquete faz parte do projecto do município “Plantar oxigénio – menos cimento, mais biodiversidade”.

As primeiras espécies do bosquete empresarial na Zona Industrial da Pedrulha já estão plantadas, pelas mãos de 50 profissionais, empresários, professores e alunos, num desafio lançado pela autarquia.  

O objectivo deste Bosquete empresarial é sequestrar carbono numa das principais rotundas da Zona Industrial da Pedrulha, freguesia de Casal Comba, com cerca de 2 mil metros quadrados.

Segundo um comunicado da autarquia os voluntários plantaram pinheiros mansos, sobreiros, cerejeiras, loureiros, folhados, pilriteiros e alecrim rasteiro, espécies autóctones.

“Está aqui dado o primeiro passo para uma requalificação das nossas zonas industriais”, comentou António Jorge Franco, presidente da Câmara Municipal da Mealhada. “As zonas industriais têm que ser valorizadas enquanto espaço público porque há pessoas que passam aqui mais tempo do que nas suas casas. Não podem ser só edifícios de zona de trabalho, têm que ser espaços com vida”.

“O nosso objetivo é unir os empresários e envolvê-los na melhoria dos seus espaços. Estamos a preparar uma intervenção mais profunda que vai precisamente no sentido da requalificação das zonas industriais, quer ao nível ambiental, quer ao nível da sinalética”, explicou ainda.

Presentes na plantação estiveram empresários e funcionários das empresas, alunos e professores da Escola Profissional Vasconcellos Lebre, professores do Agrupamento de Escolas da Mealhada, membros da Junta de Freguesia de Casal Comba e pessoas individuais que se juntaram à iniciativa.

O Bosquete empresarial é uma das iniciativas no âmbito da Semana da Floresta Autóctone e lança o projeto “Plantar oxigénio – menos cimento, mais biodiversidade” do Município da Mealhada, enquadrado no Pacto de Autarcas para o Clima e Energia, que visa a redução das emissões de dióxido de carbono (CO2), em 40%, até 2030.

“Sendo o Município da Mealhada subscritor do Pacto de Autarcas para o Clima e Energia, desde junho de 2018, assumimos um compromisso político com a sustentabilidade do território e do planeta, propondo-nos reduzir as emissões de CO2, em 40%, até 2030”, sublinhou Hugo Silva, vereador da Câmara Municipal da Mealhada. “Assim, procuramos adaptar o presente e preparar o futuro, na prossecução da neutralidade carbónica e na superação dos objetivos para a sustentabilidade, sendo uma das principais ações a plantação de árvores e arbustos nos espaços urbanos, valorizando-os, quer em termos estéticos, quer ambientais.”

Helena Geraldes

Sou jornalista de Natureza na revista Wilder. Escrevo sobre Ambiente e Biodiversidade desde 1998 e trabalhei nas redacções da revista Fórum Ambiente e do jornal PÚBLICO. Neste último estive 13 anos à frente do site de Ambiente deste diário, o Ecosfera. Em 2015 lancei a Wilder, com as minhas colegas jornalistas Inês Sequeira e Joana Bourgard, para dar voz a quem se dedica a proteger ou a estudar a natureza mas também às espécies raras, ameaçadas ou àquelas de que (quase) ninguém fala. Na verdade, isso é algo que quero fazer desde que ainda em criança vi um documentário de vida selvagem que passava aos domingos na televisão e que me fez decidir o rumo que queria seguir. Já lá vão uns anos, portanto. Desde então tenho-me dedicado a escrever sobre linces, morcegos, abutres, peixes mas também sobre conservacionistas e cidadãos apaixonados pela natureza, que querem fazer parte de uma comunidade. Trabalho todos os dias para que a Wilder seja esse lugar no mundo.