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Foto: Joana Bourgard

Prémio Gulbenkian para a Humanidade entregue a aliança climática para as cidades

Prémio de um milhão de euros foi atribuído esta semana ao Global Covenant of Majors, numa cerimónia realizada à margem da COP26, em Glasgow.

Frans Timmermans, vice-presidente da Comissão Europeia e do GCoM – Global Covenant of Mayors for Climate & Energy, recebeu e agradeceu o prémio de um milhão de euros, que em 2020 tinha sido entregue a Greta Thunberg.

O GCoM é considerado a maior aliança internacional para a liderança climática das cidades, sendo constituído por mais de 10.600 cidades e por governos locais de 140 países, incluindo Portugal.  Frans Timmermans sublinhou o papel decisivo dos presidentes de câmara na sustentabilidade das cidades, referindo que estes são “os que estão mais perto dos cidadãos”, descreve uma nota publicada pela Fundação Gulbenkian.

Já a presidente da fundação, Isabel Mota, sublinhou a importância que esta organização representa para a descarbonização e resiliência das cidades no combate à crise climática. E lembrou a aposta na sustentabilidade e numa nova transição energética, iniciada pelo desinvestimento nos combustíveis fósseis.

Nesta sessão, além de Isabel Mota e do administrador Martin Essayan, participaram ainda vários representantes do GCoM e elementos do júri do prémio, como Runa Khan, Johan Rockström e Miguel Bastos Araújo.

O júri da 2ª edição do Prémio Gulbenkian para a Humanidade distinguiu, entre 113 candidatos provenientes de 48 países, o esforço concertado desta aliança para promover a transição das cidades para uma economia de baixo carbono. O GCoM é copresidido por Frans Timmermans, vice-Presidente Executivo da Comissão Europeia para o Pacto Ecológico Europeu, e por Michael Bloomberg, antigo presidente de Câmara de Nova Iorque e enviado especial do Secretário-Geral das Nações Unidas para Ambições e Soluções Climáticas.

“A atribuição do Prémio Gulbenkian para a Humanidade ao GCoM não podia ser mais oportuna e apropriada, uma vez que mais de matada da população mundial vive em áreas urbanas, e as cidades representam mais de 70% das emissões globais de CO2”, comentou o júri do prémio, quando este foi anunciado.

O montante de 1 milhão de euros do Prémio Gulbenkian vai financiar projetos de grande dimensão ligados à mitigação climática e a esforços de adaptação na África Subsahariana. O dinheiro vai ser aplicado em cinco cidades no Senegal (fornecimento de água potável para combater a seca) e numa cidade dos Camarões (soluções de eficiência energética).

Estes projetos, ainda numa fase inicial de planeamento e a necessitarem de fundos para avançarem, foram identificados pela Fundação Gulbenkian em conjunto com a equipa técnica da organização premiada.

Inês Sequeira

A minha descoberta do mundo começou nas páginas dos livros. Desde que aprendi a ler, devorava tudo o que eram livros e enciclopédias em casa. Mais tarde, nos jornais, as minhas notícias preferidas eram as que explicavam e enquadravam acontecimentos que de outra forma seriam compreendidos apenas pelos especialistas. E foi com essa ânsia de aprender e de “traduzir” o mundo que me formei como jornalista. Comecei em 1998 na área de Economia do PÚBLICO, onde estive 14 anos a escrever sobre transportes, aviação, energia, entre outros temas. Fui também colaboradora do Jornal de Negócios e da agência Lusa. Juntamente com a Helena Geraldes e a Joana Bourgard, ajudei em 2015 a fundar a Wilder, onde finalmente me sinto como “peixe na água” e trabalho para um mundo melhor. Aqui escrevo sobre plantas, animais, espécies comuns e raras, descobertas científicas, projectos de conservação, políticas ambientais e pessoas apaixonadas por natureza. Aprendo e partilho algo novo todos os dias.