Foto: Wilder/arquivo

As exposições em Portugal que nos inspiram

A não perder

Aqui poderá descobrir quais as exposições temporárias que lhe mostram o mundo natural mais de perto ou como nunca o viu, graças à arte de fotógrafos, ilustradores e naturalistas portugueses. Pequenas maravilhas dentro de portas que nos inspiram.

 

Exposição “Animalis” – desenho e pintura de Maria João Justo:

Quando: até 17 de Março

Onde: Galeria Municipal da Lourinhã

Maria João Justo é uma artista da Amadora que, desde muito cedo, sentiu uma especial aptidão para as temáticas da vida animal. O fascínio pela sua beleza e sua expressividade levou a artista a desenvolver as suas pinturas e retratos sobre esse tema. Hoje, mais do que nunca, nesta sociedade que se esquece do Ambiente e da Natureza, procura nos seus trabalhos apelar à consciência de todos para a sua preservação ao retratar as diferentes espécies e animais imaginários. Os detalhes das suas técnicas variadas, e apesar de utilizar maioritariamente uma técnica mista, são uma combinação das cores e a forma como imagina o seu Mundo. Esta é, sem dúvida, a sua maior motivação na criação de quadros com que todos nos podemos relacionar, desde animais que estão em vias de extinção a espécies protegidas.
Ao retratar as diferentes espécies e ao retratar animais imaginários, pretende afirmar como é ténue a linha que os divide, o dever de salvaguardar e proteger para os manter”.

Horários:
De terça-feira a sábado: 10h30 às 16h30

 

Exposição “Da Serra ao Mar, um património que nos une”, de Eduardo Flor e Ana Vaz:

Quando: até 30 de Março

Onde: Café Concerto do Teatro Municipal da Guarda

​Ana Vaz é psicóloga de formação e só recentemente descobriu a paixão pela fotografia. As suas imagens traduzem as pequenas descobertas que faz no mundo natural que a rodeia e fazem parte de um percurso pessoal ao qual a fotografia veio trazer novos sentidos, trajetos e cores. Eduardo dos Santos Franco Flor nasceu em 1959 na Guarda, cidade onde reside e trabalha. Desde sempre que é um apaixonado pela fotografia, mas em 2010 sentiu a necessidade de frequentar cursos de fotografia digital e explorar o mundo da macrofotografia. A paixão pela macro e fotografia da natureza fundem-se dando origem a trabalhos de grande exigência e detalhe, captando pormenores únicos do mundo que nos rodeia.

Entrada livre.

 

 

Venho de longe – Aves migratórias:

Quando: de 5 de Dezembro de 2017 a 29 de Abril de 2018

Onde: Museu da Ciência da Universidade de Coimbra

Esta exposição combina ilustração científica com exemplares de aves em taxidermia pertencentes ao acervo do Museu da Ciência da Universidade de Coimbra. A ideia surgiu de um conjunto de ilustrações de aves migratórias da autoria de Joaquim Vicente (Universidade de Coimbra) que agora surgem encenadas em forma de voo, contracenando com aves da colecção de zoologia.

 

Micróbios marinhos: porque precisamos deles?:

Quando: 18 de Dezembro de 2017 a 4 de Maio de 2018

Onde: Centro de Monitorização e Interpretação Ambiental de Matosinhos

A Exposição pretende sensibilizar a população para a importância dos micróbios. Ainda que muitas vezes associados a situação de doença, os micróbios podem conferir imensos benefícios, com vários milhares de espécies vivendo em estreita associação com o ser humano (p.ex. flora intestinal). Por outro lado, no ambiente marinho desenvolveram-se associações únicas entre animais e micróbios, permitindo formas únicas de vida, nomeadamente em ambientes marinhos extremos. Adicionalmente, esses micróbios apresentam um potencial biotecnológico imenso, com aplicações diversificadas na indústria médica, farmacêutica, cosmética, etc. A exposição é realizada no âmbito do projecto Twinning BLUEandGREEN.

 

As flores do Imperador – Do bolbo ao tapete:

Quando: de 9 de Fevereiro de 2018 a 21 de Maio de 2018

Onde: Coleção do Fundador – Galerias do Museu e Galeria do piso inferior, Fundação Calouste Gulbenkian

No século XVI, as relações que os europeus estabeleceram com o mundo redimensionaram o seu conhecimento acerca da natureza. Das Índias Orientais e Ocidentais aportaram na Europa novas espécies de plantas e animais. Do Levante chegaram sementes e bolbos de flores exóticas. A sua beleza motivou uma crescente atenção dos botânicos sobre o estudo da flora exótica e local. Muito apreciadas por curiosos, eruditos e aristocratas, as flores passaram a ter lugar privilegiado nos jardins botânicos então criados. Descritas por eruditos e botânicos, as flores foram representadas em álbuns profusamente ilustrados. Levados por viajantes e emissários europeus nas suas missões diplomáticas, religiosas e comerciais, estes volumes chegaram, desde finais do século XVI à corte Mogol onde foram muito apreciados. Sob o patrocínio imperial, os artistas locais ensaiaram as técnicas de desenho e os modelos de representação patentes nos compêndios europeus. A presente mostra propõe uma análise dos motivos decorativos de dois tapetes da coleção de Arte Islâmica do Museu Calouste Gulbenkian – Coleção do Fundador – produzidos na Índia Mogol durante o reinado de Xá Jahan (1627-1658). A tipologia e o cariz naturalista dos desenhos florais patentes nestes exemplares sugerem os diálogos estabelecidos entre Oriente e Ocidente ao longo do século XVII e a circulação, à escala global, de pessoas, livros, imagens e espécimes botânicos. Curadoria: Clara Serra e Teresa Nobre de Carvalho

Horários:

Das 10h00 às 17h30

Bilhetes: 3€

 

Pequenos mas importantes. Exposição entomologia da Maceira

Quando: Até 27 de Maio de 2018

Onde: Centro de Educação Ambiental de Torres Vedras

A exposição entomológica é constituída por exemplares maioritariamente recolhidos na Maceira (Torres Vedras). O objetivo desta exposição é dar a conhecer a enorme variedade de insetos que pode existir numa pequena área geográfica como a Maceira (cerca de 8 km2). Nela estão representadas 20 ordens de insetos, nalguns casos com mais de uma centena de espécies da mesma ordem. A exposição é constituída por aproximadamente 500 exemplares. Em todo o mundo estima-se que ocorram 5 milhões de espécies de insectos, o que representa mais de três quartos de todos os animais. Apesar de essenciais para o equilíbrio dos ecossistemas, dos 5 milhões que se estima existir, apenas estão descritas pouco mais de 1 milhão, sendo necessário mais investimento na entomologia. Para Portugal estão estimadas 30.000 espécies e identificadas 20.000, sendo portanto considerada uma área geográfica bem catalogada. Parceria: Associação Vaklouro

Horários:

Segunda a sexta-feira: 09h00 às 13h00 e das 14h00 às 17h00

 

Exposição “Plantas ameaçadas em Portugal”:
Quando: até 31 de Maio
Onde: Centro Ciência Viva – Floresta (Proença-a-Nova)
Esta exposição, desenvolvida pela equipa do Banco de Germoplasma do Museu Nacional de História Natural e da Ciência (MUHNAC), descreve as ameaças ambientais a que as espécies estão sujeitas, como a destruição de habitats, sobre-exploração dos recursos naturais, introdução de espécies invasoras, poluição e alterações climáticas. A mostra pretende também dar a conhecer o trabalho desta equipa que inclui o Banco de Sementes A. L. Belo Correia e o Banco de DNA, bem como alguns projectos e políticas para a protecção de plantas ameaçadas que têm vindo a ser desenvolvidos nos últimos anos por equipas de todo o mundo.
Entrada gratuita.

 

 

Exposição “Trilobites em Valongo, um rasto de História”:

Quando: até 30 de Junho de 2018

Onde: Museu Municipal de Valongo

Inserida no programa comemorativo dos 180 anos do Município de Valongo, esta mostra dá a conhecer os seres fascinantes que povoaram o território do concelho na Era Paleozóica, há centenas de milhões de anos, muito antes da existência dos dinossauros.

Horários: Segunda a sexta-feira, das 09h00 às 12h30 e das 14h00 às 17h30

Entrada gratuita.

 

Ave selvagem – Parque da Devesa:

Quando: até 2 de Setembro de 2018

Onde: Casa do Território, Vila Nova de Famalicão

 

Esta exposição apresenta a biodiversidade da Bacia Hidrográfica do Ave, simulando uma viagem desde a nascente até à foz, mostrando os habitats mais representativos deste vale e as espécies mais raras, com especial enfoque na biodiversidade existente no território de Vila Nova de Famalicão.

Horários: Terça a quinta: 09h30 às 13h00 e das 14h00 às 17h30

 

Adaptações Botânicas:

Quando: até 31 de Dezembro de 2018

Onde: Estufa do Jardim Botânico de Lisboa

Descubra como alguns dos grupos mais fascinantes de plantas – as carnívoras, as stapelias e as orquídeas – se têm adaptado ao longo da evolução. Conheça as estratégias que desenvolveram para colonizar diferentes tipos de habitats e para obter nutrientes, para se protegerem de predadores e para atrair polinizadores. É graças a esta grande diversidade de adaptações que as plantas conseguiram ocupar todos os nichos ecológicos, tornando-se um exemplo de sucesso no planeta.

Horários:
Terça a sexta-feira: 10h00 às 17h00
Fim-de-semana: 11h00 às 18h00
Encerra à segunda-feira e feriados.

 

 

Florestas Submersas:

Quando: até 2018

Onde: Oceanário de Lisboa

Visite o maior “nature aquarium” do mundo, com 40 metros de comprimento e 160 mil litros de água doce, criado pelo japonês Takashi Amano (1954-2015). Aqui vivem mais de dez mil peixes e 46 espécies de plantas aquáticas. A obra do aquascaper japonês, que recria um rio tropical, pretende envolver os visitantes numa experiência “de contemplação e conservação da natureza, no seu estado mais puro de equilíbrio”, segundo o Oceanário. As florestas tropicais são dos habitats mais ricos e diversos da Terra, apesar de ocuparem menos de 6% da superfície do planeta. Apesar da sua importância ecológica, estes habitats são, provavelmente, dos mais ameaçados do mundo.

Horários: das 10h00 às 19h00

Veja aqui o making of desta exposição.

 

Reis da Europa Selvagem – os nossos últimos grandes carnívoros:

Quando: até 31 de Dezembro de 2019

Onde: Museu Nacional de História Natural e da Ciência

Esta exposição quer dar a conhecer quatro grandes carnívoros europeus – o urso, o glutão, o lince e o lobo. Em especial o lince ibérico, o felino mais ameaçado do mundo, e o lobo ibérico cujas populações estão em perigo de extinção. Ao longo de seis módulos, esta exposição permite contemplar exemplares naturalizados que estarão imersos num cenário expositivo de imagens, sons e novas tecnologias que conduzem o público a uma viagem pelas áreas geográficas onde vivem estes animais e conhecer os seus habitats, biologia, organização social, hábitos alimentares, ameaças e projetos que promovem a sua conservação.

 

Horários:

Terça a sexta-feira: 10h00 às 17h00
Fim-de-semana: 11h00 às 18h00
Encerra à segunda-feira e feriados.

 

 
Agora é a sua vez.
Sabe de alguma exposição dedicada ao mundo natural que gostasse de ver nesta lista? Envie a sua sugestão para geral@wilder.pt. Obrigada!