Foto: Wilder/arquivo

Cobertura de rede móvel vai ser melhorada no Parque Nacional da Peneda-Gerês

Permitir a comunicação entre forças de segurança, especialmente na época crítica de incêndios, e melhorar as condições para a visitação nos trilhos do Parque Nacional da Peneda-Gerês (PNPG) são os grandes objectivos de um projecto apresentado amanhã em Melgaço.

 

Actualmente, a rede móvel nos cerca de 69.500 hectares do único parque nacional do país, criado há quase meio século, tem “zonas de sombra”, um problema já denunciado pelo presidente da Câmara Municipal de Melgaço, Manoel Pombal. “Quem visita a região quer continuar a estar conectado e em muitas zonas de Melgaço e do PNPG não é possível”, disse o autarca numa nota divulgada hoje no site da câmara.

“Ninguém vai querer visitar um local com deficiências na comunicação que o impossibilitará de contactar algum meio em caso de socorro”, acrescentou o autarca de Melgaço, um dos cinco concelhos abrangidos pelo parque nacional (juntamente com Arcos de Valdevez, Melgaço, Montalegre, Ponte da Barca e Terras de Bouro).

Amanhã pelas 10h30, o ministro do Ambiente, João Matos Fernandes, estará na Porta de Lamas de Mouro (Melgaço) para a cerimónia onde será apresentado o projecto para a melhoria da cobertura de comunicações electrónicas móveis no parque nacional. Este trabalho “deve estar operacional em momento anterior à época de maior risco de incêndios de 2017”, avança hoje um comunicado do Ministério do Ambiente.

Os grandes objectivos são “permitir a comunicação entre as forças de segurança e melhorar as condições de segurança dos turistas nos trilhos do PNPG”, acrescenta o comunicado.

Este projecto reúne as câmaras municipais de Melgaço, Arcos de Valdevez, Ponte da Barca, Terras de Bouro, Montalegre e Vieira do Minho, os operadores Meo, NOS e Vodafone, a EDP Distribuição e o Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF).

A iniciativa é uma das 11 medidas do Plano Piloto de prevenção de incêndios florestais e de valorização e recuperação de habitats naturais do PNPG, plano esse que prevê um financiamento de 8,6 milhões de euros. Entre as outras medidas está a recuperação da Mata do Mezio, da Mata do Ramiscal, da Mata Nacional do Gerês e dos teixiais da área protegida.

O Plano Piloto foi aprovado em Conselho de Ministros a 27 de Outubro de 2016, na sequência dos incêndios que atingiram o PNPG. No ano passado, até 15 de Outubro, arderam 5.698 hectares nesta área protegida, segundo o último Relatório Provisório de Incêndios Florestais de 2016 (1 de Janeiro a 15 de Outubro). A Peneda-Gerês foi a área protegida com maior extensão de área ardida e a maior percentagem de afectação face à área que ocupa (8,2%). No total da área na Rede Nacional de Áreas Protegidas arderam no ano passado 14.091 hectares.