Anfíbio, biodiversidade. Foto: Pexels/Pixabay

Dia Mundial da Terra com dezenas de actividades digitais

São 40 as organizações portuguesas que se juntam às comemorações internacionais do 50º Dia Mundial da Terra, com 80 actividades online, uma adaptação a tempos de confinamento social.

 

O Dia Mundial da Terra celebra-se a 22 de Abril e este ano, em que se celebra o 50º aniversário deste Dia, o tema é “acção climática”. Foi escolhido por ser um “enorme desafio” e pelas “vastas oportunidades” de acção, explicam as Nações Unidas.

“As alterações climáticas representam o maior desafio para o futuro da humanidade e para os sistemas dos quais depende a vida e que tornam o nosso planeta habitável.”

Em Portugal, as celebrações decorrem de 18 a 26 deste mês, todas digitais, com a hashtag #EarthDayEmCasa.

Este ano, a comemoração deste Dia Mundial da Terra é organizada pela Fundação Oceano Azul que desafiou as organizações portuguesas a adaptarem as suas comemorações à realidade actual.

“As atividades vão decorrer durante vários dias, nas respetivas plataformas digitais de cada entidade (sites, páginas de Facebook e Instagram)”, explica a Fundação Oceano Azul em comunicado.

Entre as actividades estão várias dedicadas ao mundo natural e à biodiversidade, como “Biodiversidade de Pantufas” (Associação BioLiving, a 21 e 22 de Abril, às 11h30) – no Instagram (@Bio_Living) e no Facebook (@associacaobioliving) -; “Desafio – Pinta uma ave de esperança” (Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves, durante todo o dia de 20, 21 e 22 de Abril) – no Facebook (@spea.birdlife) -; “Constrói uma tartaruga marinha” (RIAS, durante todo o dia de 21 de Abril) – no Instagram (@rias_olhao) e no Facebook (@rias.olhao) -; “Ria Formosa – conhecer e preservar” (Centro Ciência Viva do Algarve, a 22 de Abril às 12h30) – no Instagram (@ccvalg) e no Facebook (@ccvalgarve) -; e “Há vida no litoral” (Geota, durante todo o dia de 22 de Abril) – no Facebook (@cw.coordenacao.nacional.

O objectivo é “mobilizar, a partir de casa, o maior número de cidadãos, para celebrar os 50 anos do Dia Mundial da Terra”, segundo a Fundação.

“A Fundação Oceano Azul congratula-se pela adesão de todas as entidades a este desafio, reveladora da forte capacidade de adaptação às dificeis circunstâncias, e pelo facto de, em Portugal, a consciência coletiva e a vontade de proteger a natureza e o oceano serem cada vez maiores.”

O Dia da Terra foi a resposta conjunta a um ambiente em crise: derrames de petróleo, smog, rios poluídos. A 22 de Abril de 1970, cerca de 20 milhões de norte-americanos – representando 10% da população dos Estados Unidos naquele ano – saíram às ruas e campus universitários em centenas de cidades para protestar contra a ignorância ambiental e exigir um novo caminho para o planeta.

Esse primeiro Dia da Terra foi um dos eventos que ajudou a lançar o movimento ambiental moderno e é hoje reconhecido como o maior evento cívico do planeta, salientam as Nações Unidas.

[divider type=”thick”]Agora é a sua vez.

Conheça aqui todas as actividades a decorrer em Portugal e aqui pode descobrir o que está a ser celebrado em todo o mundo.

Helena Geraldes

Sou jornalista de Natureza na revista Wilder. Escrevo sobre Ambiente e Biodiversidade desde 1998 e trabalhei nas redacções da revista Fórum Ambiente e do jornal PÚBLICO. Neste último estive 13 anos à frente do site de Ambiente deste diário, o Ecosfera. Em 2015 lancei a Wilder, com as minhas colegas jornalistas Inês Sequeira e Joana Bourgard, para dar voz a quem se dedica a proteger ou a estudar a natureza mas também às espécies raras, ameaçadas ou àquelas de que (quase) ninguém fala. Na verdade, isso é algo que quero fazer desde que ainda em criança vi um documentário de vida selvagem que passava aos domingos na televisão e que me fez decidir o rumo que queria seguir. Já lá vão uns anos, portanto. Desde então tenho-me dedicado a escrever sobre linces, morcegos, abutres, peixes mas também sobre conservacionistas e cidadãos apaixonados pela natureza, que querem fazer parte de uma comunidade. Trabalho todos os dias para que a Wilder seja esse lugar no mundo.