Que espécie é esta: mirtilo ou arando

O leitor Carlos Teixeira fotografou esta planta a 2 de Novembro na Mata da Albergaria, na Serra do Gerês, e pediu ajuda para a identificar. Filipe Covelo responde.

 

“Tenho visto muitas vezes a planta da foto em anexo na Mata da Albergaria na serra do Gerês. Gostaria de saber que espécie é”, escreveu Carlos Teixeira à Wilder.

 

 

Trata-se da planta mirtilo ou arando (Vaccinium myrtillus).

Espécie identificada e texto por: Filipe Covelo, colaborador do Jardim Botânico e do Herbário da Universidade de Coimbra (UC), no âmbito do projecto PRISC (Portuguese Research Infrastructure of Scientific Collections). O Jardim Botânico da UC tem a decorrer um projecto de consultas botânicas para o qual pode enviar as perguntas e dúvidas que tiver sobre plantas (consultorio.botanico@uc.pt).

A fotografia é da espécie Vaccinium myrtillus L..

Esta espécie pertence à família Ericaceae, a mesma das urzes (Erica sp.), do medronheiro (Arbutus unedo L.) e da adelfeira (Rhododendron ponticum L. subsp. baeticum (Boiss. & Reut.) Hand.-Mazz.).

O nome comum é mirtilo ou arando, sendo muito conhecida pelos seus frutos comestíveis e pelas propriedades como adstringente, digestiva e vulnerária.

Esta espécie nativa, não é muito comum em Portugal. É possível encontrá-la em bosques caducifólios, matagais, urzais em zonas montanhosas.

A área de distribuição global é, no entanto, bastante ampla, vai desde o Norte da América, Europa e Ásia.

 

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Agora é a sua vez.

Encontrou um animal ou planta que não sabe a que espécie pertence? Envie para o nosso email a fotografia, a data e o local. Trabalhamos com uma equipa de especialistas que o vão ajudar.

Explore a série “Que espécie é esta?” e descubra quais as espécies que já foram identificadas, com a ajuda dos especialistas.

 

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Helena Geraldes

Sou jornalista de Natureza na revista Wilder. Escrevo sobre Ambiente e Biodiversidade desde 1998 e trabalhei nas redacções da revista Fórum Ambiente e do jornal PÚBLICO. Neste último estive 13 anos à frente do site de Ambiente deste diário, o Ecosfera. Em 2015 lancei a Wilder, com as minhas colegas jornalistas Inês Sequeira e Joana Bourgard, para dar voz a quem se dedica a proteger ou a estudar a natureza mas também às espécies raras, ameaçadas ou àquelas de que (quase) ninguém fala. Na verdade, isso é algo que quero fazer desde que ainda em criança vi um documentário de vida selvagem que passava aos domingos na televisão e que me fez decidir o rumo que queria seguir. Já lá vão uns anos, portanto. Desde então tenho-me dedicado a escrever sobre linces, morcegos, abutres, peixes mas também sobre conservacionistas e cidadãos apaixonados pela natureza, que querem fazer parte de uma comunidade. Trabalho todos os dias para que a Wilder seja esse lugar no mundo.