Que espécie é esta: Poecilochroa cf. senilis

O leitor Marco Nunes Correia encontrou esta aranha a 4 de Junho no seu jardim numa aldeia próxima de Alcobaça e pediu ajuda na identificação. Sérgio Henriques responde.

 

 

Parece ser um macho de Poecilochroa cf. senilis

Espécie identificada e texto por: Sérgio Henriques, líder do grupo de especialistas em aranhas e escorpiões da UICN (União Internacional para a Conservação da Natureza) e especialista da Sociedade Zoológica de Londres.

Estas aranhas não são avistadas frequentemente, apesar do seu padrão distincto e vistoso.

São aranhas extraordinárias que são consideradas araneofágicas (comem outras aranhas, tal com os falcões se especializam em caçar outras aves).

A Poecilochroa consegue forçar os abrigos de seda de potenciais presas até os abrir e imobiliza as defesas do arquitecto da infraestructura, colocando seda adesiva nas suas patas da frente e boca.

Assim já foram observadas a derrubar presas várias vezes o seu tamanho. Seria como ver um tigre a caçar um urso usando uma corda.

 

[divider type=”thick”]Agora é a sua vez.

Encontrou um animal ou planta que não sabe a que espécie pertence? Envie-nos para o nosso email a fotografia, a data e o local. Trabalhamos com uma equipa de especialistas que o vão ajudar.

Explore a série “Que espécie é esta?” e descubra quais as espécies que já foram identificadas, com a ajuda dos especialistas.

Helena Geraldes

Sou jornalista de Natureza na revista Wilder. Escrevo sobre Ambiente e Biodiversidade desde 1998 e trabalhei nas redacções da revista Fórum Ambiente e do jornal PÚBLICO. Neste último estive 13 anos à frente do site de Ambiente deste diário, o Ecosfera. Em 2015 lancei a Wilder, com as minhas colegas jornalistas Inês Sequeira e Joana Bourgard, para dar voz a quem se dedica a proteger ou a estudar a natureza mas também às espécies raras, ameaçadas ou àquelas de que (quase) ninguém fala. Na verdade, isso é algo que quero fazer desde que ainda em criança vi um documentário de vida selvagem que passava aos domingos na televisão e que me fez decidir o rumo que queria seguir. Já lá vão uns anos, portanto. Desde então tenho-me dedicado a escrever sobre linces, morcegos, abutres, peixes mas também sobre conservacionistas e cidadãos apaixonados pela natureza, que querem fazer parte de uma comunidade. Trabalho todos os dias para que a Wilder seja esse lugar no mundo.