Foto: Cristina Coutinho

Que espécie é esta: trevo-bituminoso

A leitora Cristina Coutinho fotografou uma flor perto em Marco de Canaveses e pediu para saber a espécie. O Jardim Botânico da Universidade de Coimbra responde.

 

A leitora Cristina Coutinho fotografou uma flor perto em Marco de Canaveses e pediu para saber a espécie. O Jardim Botânico da Universidade de Coimbra responde.

“Foi fotografada a 28/04/2020 perto de minha casa”, explicou Cristina Coutinho, na mensagem enviada à Wilder.

Trata-se de um trevo-bituminoso (Bituminaria bituminosa), planta que pertence à família Fabaceae.

Espécie identificada e texto por: Filipe Covelo, colaborador do Jardim Botânico e do Herbário da Universidade de Coimbra (UC), no âmbito do projecto PRISC (Portuguese Research Infrastructure of Scientific Collections). O Jardim Botânico da UC tem a decorrer um projecto de consultas botânicas para o qual pode enviar as perguntas e dúvidas que tiver sobre plantas (consultorio.botanico@uc.pt).

O trevo-bituminoso é uma erva perene que pode atingir 1,50 metros de altura, de folhas compostas trifoliadas, corola papilionácea de cor branca com o estandarte azul ou por vezes algo rosado, e que floresce na Primavera e no Verão.

É uma espécie nativa da região mediterrânica, Caúcaso, Madeira e Canárias.

Esta planta ocorre principalmente em solos secos, pedregosos e calcários em locais ruderais como bermas de estrada e caminhos, mas também em clareiras de matos, fendas de rochas e prados.

 

[divider type=”thin”]Agora é a sua vez.

Encontrou um animal ou planta que não sabe a que espécie pertence? Envie para o nosso email a fotografia, a data e o local. Trabalhamos com uma equipa de especialistas que o vão ajudar.

Explore a série “Que espécie é esta?” e descubra quais as espécies que já foram identificadas, com a ajuda dos especialistas.

Inês Sequeira

A minha descoberta do mundo começou nas páginas dos livros. Desde que aprendi a ler, devorava tudo o que eram livros e enciclopédias em casa. Mais tarde, nos jornais, as minhas notícias preferidas eram as que explicavam e enquadravam acontecimentos que de outra forma seriam compreendidos apenas pelos especialistas. E foi com essa ânsia de aprender e de “traduzir” o mundo que me formei como jornalista. Comecei em 1998 na área de Economia do PÚBLICO, onde estive 14 anos a escrever sobre transportes, aviação, energia, entre outros temas. Fui também colaboradora do Jornal de Negócios e da agência Lusa. Juntamente com a Helena Geraldes e a Joana Bourgard, ajudei em 2015 a fundar a Wilder, onde finalmente me sinto como “peixe na água” e trabalho para um mundo melhor. Aqui escrevo sobre plantas, animais, espécies comuns e raras, descobertas científicas, projectos de conservação, políticas ambientais e pessoas apaixonadas por natureza. Aprendo e partilho algo novo todos os dias.