Cagarra. Foto: Martin Loftus

Voluntários salvaram 88 cagarras na Madeira

A campanha “Salve uma Ave Marinha” contou com a ajuda de dezenas de voluntários que patrulharam as ruas de várias localidades, em busca de jovens cagarras desorientadas pelas luzes artificiais.

Estas brigadas de patrulhamento andaram pelas ruas do Funchal, Câmara de Lobos, Machico, Santa Cruz e Santana, à procura das cagarras que nesta altura do ano deixam os ninhos e voam na direcção das luzes artificiais, caindo nas cidades. Depois de medidas e anilhadas, para serem acompanhadas no futuro, as aves resgatadas foram devolvidas ao mar.

“Os resultados destas brigadas científicas da Campanha Salve uma Ave Marinha foram excelentes e conseguimos, ao longo de 14 dias, desempenhar um papel crucial na sobrevivência das jovens cagarras”, indicou em comunicado a Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves (SPEA Madeira), que coordena esta iniciativa, realizada entre 23 de Outubro e 5 de Novembro.

Segundo a SPEA, estiveram envolvidos 50 voluntários locais e 12 voluntários externos à região, que percorreram 160 quilómetros diariamente, num total de 2.240 quilómetros. Foram salvas 88 cagarras; outras cinco aves da mesma espécie não foram socorridas a tempo.

A campanha “Salve uma Ave Marinha”, que se realiza no âmbito do projeto LIFE Natura@night, vai prolongar-se ainda até esta terça-feira, dia 15. “Esteja atento e, caso encontre uma ave, contacte a Rede SOS Vida Selvagem do Instituto das Florestas e Conservação da Natureza, RAM, através do 961957545”, apela a SPEA Madeira.

Inês Sequeira

A minha descoberta do mundo começou nas páginas dos livros. Desde que aprendi a ler, devorava tudo o que eram livros e enciclopédias em casa. Mais tarde, nos jornais, as minhas notícias preferidas eram as que explicavam e enquadravam acontecimentos que de outra forma seriam compreendidos apenas pelos especialistas. E foi com essa ânsia de aprender e de “traduzir” o mundo que me formei como jornalista. Comecei em 1998 na área de Economia do PÚBLICO, onde estive 14 anos a escrever sobre transportes, aviação, energia, entre outros temas. Fui também colaboradora do Jornal de Negócios e da agência Lusa. Juntamente com a Helena Geraldes e a Joana Bourgard, ajudei em 2015 a fundar a Wilder, onde finalmente me sinto como “peixe na água” e trabalho para um mundo melhor. Aqui escrevo sobre plantas, animais, espécies comuns e raras, descobertas científicas, projectos de conservação, políticas ambientais e pessoas apaixonadas por natureza. Aprendo e partilho algo novo todos os dias.