Estuário do Sado. Foto: Epinheiro/Wiki Commons

Cinco espécies para procurar na maré baixa em Tróia

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Um dos pontos imperdíveis do Estuário do Sado fica à saída do cais dos ferries, em Tróia. Raquel Gaspar, da Ocean Alive e da campanha “Mariscar SEM Lixo”, dá-lhe cinco sugestões de espécies para procurar.

 

Quem chegar a Tróia é apenas preciso percorrer o cais dos ferries e virar à esquerda, andando entre 100 e 200 metros. Aqui, na margem do rio Sado e bem perto da Reserva Natural do Estuário do Sado, podemos encontrar uma zona de pradarias marinhas que serve de maternidade para inúmeras espécies de peixes e invertebrados.

Para aumentar a probabilidade de uma caça ao tesouro com sucesso, procure este local quando a maré está baixa.

Aqui ficam cinco espécies que poderá procurar observar:

 

Cenoura-do-mar (Veretillum cynomorium):

Foto: Parent Géry/Wiki Commons

São cnidários como as anémonas, os corais e as alforrecas. Estes seres de cor laranja são bioluminescentes. Se lhes tocarmos à noite emitem luz.

 

 

 

 

 

Vinagreira ou lebre-do-mar (Aplysia punctata):

Foto: Parent Géry/Wiki Commons

 

São um tipo de lesma-do-mar que se alimenta de algas.

 

 

 

 

Caranguejo-verde (Carcinus maenas):

Foto: D. Hazerli/Wiki Commons

 

São um caranguejo predador voraz.

 

 

 

 

Pilrito-comum (Calidris alpina):

Foto: Marek Szczepanek/Wiki Commons

Aves limícolas que se alimentam na vasa e cujo canto se mistura com a brisa e a maresia do estuário.

 

 

 

 

Foto: Wiki Commons

Sebas (Zostera marina): plantas aquáticas que fazem lembrar umas ervas e que são o habitat berçário da vida marinha do estuário do Sado.

 

 

 

 

 

 

 

 

E isto é apenas o começo da exploração naturalista do Estuário do Sado. Raquel Gaspar lembra que aqui vivem garças, flamingos, camarões, búzios, golfinhos e cardumes de peixes-rei, sargos, tainhas, salemas. Além disso podemos tentar procurar ovos de raia e admirar o pôr-do-Sol com o maciço da serra da Arrábida como paisagem.

 

Saiba mais.

Descubra aqui o que está a ser feito para limpar o Estuário do Sado e melhorar a qualidade de vida das espécies que dele dependem.

Conheça Marília Santos, ilustradora científica que se dedicou às espécies da zona de maré em Portugal.