Borboleta-de-Belém (Euchloe belemia). Foto: Gailhampshire/Wiki Commons

Que espécie é esta: borboleta-de-Belém

A leitora Cristina Vilhena encontrou uma borboleta diferente na cidade de Évora, no início de Abril, e pediu ajuda na identificação. Eva Monteiro responde.

 

“Numa das ruas fora dos muros da cidade de Évora, perto de uma escola, dei de caras com esta borboleta no chão. Recolhi-a com cuidado, para não a danificar”, contou Cristina Vilhena, ao enviar as fotografias à Wilder.

 

parte superior da borboleta deitada numa folha de papel
Parte superior da borboleta-de-Belém (Euchloe belemia). Foto: Cristina Vilhena

 

Trata-se de uma borboleta-de-Belém, com o nome científico Euchloe belemia.

Espécie identificada por: Eva Monteiro, Rede de Estações da Biodiversidade, Tagis – Centro de Conservação das Borboletas de Portugal.

O nome científico com que esta borboleta foi baptizada, “belenia”, está relacionado com a zona de Belém, em Lisboa, pois o exemplar usado para descrever cientificamente a espécie foi daí proveniente, explicou Eva Monteiro.

 

Parte inferior da borboleta, deitada numa folha de papel
Parte inferior da borboleta-de-Belém (Euchloe belemia). Foto: Cristina Vilhena

 

“A asa posterior riscada com manchas verdes amareladas é característica”, indicou também a investigadora.

A Euchloe belemia foi descrita para a ciência em 1800, pelo naturalista alemão Esper.

Esta borboleta ocorre na Península Ibérica e Norte de África.

 

[divider type=”thin”]Agora é a sua vez.

Encontrou um animal ou planta que não sabe a que espécie pertence? Envie para o nosso email a fotografia, a data e o local. Trabalhamos com uma equipa de especialistas que o vão ajudar.

Explore a série “Que espécie é esta?” e descubra quais as espécies que já foram identificadas, com a ajuda dos especialistas.

Inês Sequeira

A minha descoberta do mundo começou nas páginas dos livros. Desde que aprendi a ler, devorava tudo o que eram livros e enciclopédias em casa dos meus pais. Mais tarde, nos jornais, as minhas notícias preferidas eram as que explicavam e enquadravam acontecimentos que de outra forma seriam compreendidos apenas pelos especialistas. E foi com essa ânsia de aprender e de “traduzir” o mundo que me formei como jornalista. Comecei em 1998 na área de Economia do PÚBLICO, onde estive 14 anos a escrever sobre transportes, aviação, energia, entre outros temas. Fui também colaboradora do Jornal de Negócios e da agência Lusa. Juntamente com a Helena Geraldes e a Joana Bourgard, ajudei em 2015 a fundar a Wilder, onde finalmente me sinto como “peixe na água” e trabalho para um mundo melhor. Aqui escrevo sobre plantas, animais, espécies comuns e raras, descobertas científicas, projectos de conservação, políticas ambientais e pessoas apaixonadas por natureza. Aprendo e partilho algo novo todos os dias.