Que espécie é esta: sapo-comum

A leitora Filipa Sousa viu um sapo de olhos vermelhos na zona da Serra do Soajo e pediu ajuda para saber a espécie. Rui Rebelo responde.

 

“Vi este sapo dentro de água, numa piscina natural perto de Ermida, na serra do Soajo, e reparei que tem os olhos vermelhos. Nunca vi um assim”, explicou Filipa Sousa, sobre o anfíbio fotografado no dia 15 de Julho.

A espécie que a leitora observou é um sapo-comum, com o nome científico Bufo spinosus. Em alguns guias, ainda aparece com o nome antigo Bufo bufo.

Espécie identificada e texto por: Rui Rebelo, investigador da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa.

 

Foto: Filipa Sousa

 

A forma destes sapos na Península Ibérica é mais “rugosa” (estas fotos mostram isso muito bem), e foi durante muito tempo considerada uma subespécie, Bufo bufo spinosus.  Esta subespécie foi elevada à categoria de espécie a partir de 2012.

Os olhos vermelhos são precisamente o que facilita a sua identificação, pois há outra espécie semelhante em Portugal, mas com olhos verdes.

Em muitas espécies do género Bufo, as fêmeas são maiores do que os machos, e são também mais “rugosas”. Apesar de este não ser um animal muito grande, pois há bem maiores, ainda assim parece mais uma fêmea que um macho.

 

[divider type=”thin”]Agora é a sua vez.

Encontrou um animal ou planta que não sabe a que espécie pertence? Envie para o nosso email a fotografia, a data e o local. No caso de plantas, deve enviar fotos de pormenor das folhas, frutos e flores (se houver), se possível também tiradas contra o céu. Trabalhamos com uma equipa de especialistas que o vão ajudar.

Explore a série “Que espécie é esta?” e descubra quais as espécies que já foram identificadas, com a ajuda dos especialistas.

Inês Sequeira

A minha descoberta do mundo começou nas páginas dos livros. Desde que aprendi a ler, devorava tudo o que eram livros e enciclopédias em casa. Mais tarde, nos jornais, as minhas notícias preferidas eram as que explicavam e enquadravam acontecimentos que de outra forma seriam compreendidos apenas pelos especialistas. E foi com essa ânsia de aprender e de “traduzir” o mundo que me formei como jornalista. Comecei em 1998 na área de Economia do PÚBLICO, onde estive 14 anos a escrever sobre transportes, aviação, energia, entre outros temas. Fui também colaboradora do Jornal de Negócios e da agência Lusa. Juntamente com a Helena Geraldes e a Joana Bourgard, ajudei em 2015 a fundar a Wilder, onde finalmente me sinto como “peixe na água” e trabalho para um mundo melhor. Aqui escrevo sobre plantas, animais, espécies comuns e raras, descobertas científicas, projectos de conservação, políticas ambientais e pessoas apaixonadas por natureza. Aprendo e partilho algo novo todos os dias.