Fotos: Rodrigo Thomé, Rodrigo Figueiredo, Roberto Borman e Peixe Voador

Bióloga da UAlg mergulha com espécies ameaçadas de extinção em nova série para TV

Naturalistas

Aproximar o público dos animais marinhos é o principal objectivo desta nova série de 14 episódios que acaba de estrear no Brasil, conduzida por Sofia Graça Aranha, aluna da Universidade do Algarve (UAlg).

 

Planeado e gravado durante o seu mestrado na Universidade do Algarve, a série Ameaçados retrata a importância destas espécies para o equilíbrio dos ecossistemas e a ameaça da ação humana e da sobrepesca.

 

 

“O ser humano é a verdadeira ameaça para a vida que habita o nosso planeta e os predadores, como os grandes tubarões, são apenas ameaçados”, disse Sofia Graça Aranha em comunicado.

Ao mergulhar com tubarões – como o tubarão-tigre, o tubarão cabeça-chata e o tubarão branco – e outras espécies marinhas esta bióloga tem como objectivo formar públicos, passando informações relevantes sobre estas espécies de forma lúdica e leve, e despertando-os para a temática ambiental, uma vez que, assegura, a conservação da natureza depende da mudança de hábitos dos humanos.

 

 

Gravado em cinco países, ao longo do ano de 2017, “Ameaçados” é exibido todas as terças-feiras, pelas 22h00, no canal brasileiro Off. Os episódios já exibidos encontram-se disponíveis através do Globosat Play.

“Hoje, mais do que nunca, temos uma urgência em tomar atitudes para reverter danos e impactos que causamos durante décadas e até mesmo séculos de negligência ambiental. Se até há pouco tempo atrás se acreditava que os recursos marinhos eram infinitos, hoje sabe-se que muitos estoques estão completamente esgotados e muitos estão ameaçados”.

 

 

“Infelizmente, as medidas de protecção que são impostas a estes frágeis animais, ainda não impedem que eles sejam apanhados nas artes de pesca e muitos deles não sobrevivem mesmo após serem rejeitados. Queremos saber qual a condição destes animais quando vêm a bordo e quais as ações que devemos tomar para diminuir a sua captura e aumentar as suas hipóteses de sobrevivência”.