Fotos: Diogo Oliveira

Seis pássaros para descobrir em Setembro e Outubro no Jardim Gulbenkian

Um naturalista no Jardim Gulbenkian

Há muitas coisas interessantes para descobrir num passeio pelo jardim em Setembro. Uma delas é a passarada miúda que chilreia entre as árvores. Nem todos são grandes cantores, mas é entre eles que se ouvem as melhores vozes, como é o caso da carriça. Assista às acrobacias e estratégias de caça destas aves pequeninas, à procura de sementes e insetos. Estas seis espécies vão, certamente, aumentar o prazer de um passeio no Jardim.

 

Carriça (Troglodytes troglodytes)

 

Esta ave castanho-arruivada e de cauda erguida na vertical é uma exímia caçadora de bichinhos nas fendas das árvores ou na vegetação. Para tal, o seu bico longo, pontiagudo e ligeiramente curvo é uma ferramenta essencial. Mas a carriça tem muitas outras virtudes e poder observá-la é um prazer. É interessante pensar que o seu canto, que se faz ouvir durante todo o ano, seja surpreendentemente sonoro, dado o seu pequeno tamanho.

Comprimento: até 10 centímetros.

 

Chapim-azul (Cyanistes caeruleus)

 

O pequeno chapim-azul é, sem dúvida, um dos passarinhos mais engraçados e ativos que podemos encontrar. É fácil de detetar entre os verdes da vegetação, graças ao seu barrete azul no alto da cabeça e ao peito e barriga amarelos. É capaz de admiráveis acrobacias em cima das árvores e muitas vezes pendura-se de cabeça para baixo.

Comprimento: até aos 12 centímetros.

 

Estrelinha-real (Regulus ignicapilla)

 

A par da trepadeira-comum, a estrelinha-real é o mais pequenino dos pássaros portugueses. Esta ave de barrete alaranjado alimenta-se de insetos e aranhas que captura em ramos e folhas de árvores. A partir de finais de Setembro, o número de estrelinhas-reais aumenta em Portugal, com a chegada de aves migradoras da Europa Ocidental.

Comprimento: até aos 10 centímetros.

 

Felosa-comum (Phylloscopus collybita)

 

De penugem castanha, que varia entre tons mais esverdeados ou amarelados, este pequeno passarinho distingue-se também por um bico curto e fino, ferramenta essencial para se alimentar de insectos. Também conhecida por felosinha, a felosa-comum é mais fácil de observar de Norte a Sul do país quando chega o tempo mais frio.

Comprimento: até aos 12 centímetros.

 

Pisco-de-peito-ruivo (Erithacus rubecula)

 

Com o seu característico peito entre o laranja e o avermelhado, este é um pássaro fácil de reconhecer. O aspeto meigo e delicado engana, pois é conhecido por ser um feroz defensor do seu território face a outras aves. A população aumenta com a chegada de aves migradoras, quando começa o tempo mais frio. Se ouvir o que parecem duas pedrinhas a baterem uma na outra, pode ser um pisco-de-peito-ruivo nas redondezas.

Comprimento: até aos 14 centímetros.

 

Trepadeira-comum (Certhia brachydactyla)

 

Se vir uma pequena silhueta castanha a trepar por um tronco, andando sempre em volta e apoiando a cauda rija, estará provavelmente na presença de uma trepadeira-comum. Este pássaro costuma percorrer os troncos das árvores em busca de bichinhos – pequenos insectos, aranhas e bichos-de-conta – que se escondem entre os musgos e líquenes.

Comprimento até aos 13 centímetros.

 

Para conhecer outras aves visitantes do Jardim Gulbenkian, pode também consultar o livro As Aves do Jardim Gulbenkian, da autoria de João E. Rabaça.

 

Agora é a sua vez.

Quantas destas sugestões consegue encontrar? O desafio é fotografar ou desenhar as aves aquáticas que observar e partilhar as suas imagens connosco, enviando para jardim@gulbenkian.pt. Iremos publicar as melhores na Wilder.

 

Ao longo do ano, a cada mês, a revista Wilder sugere-lhe a natureza que não pode perder no Jardim Gulbenkian.